Qual é a relevância das genealogias bíblicas para nossa vida espiritual?

Uma leitura superficial das genealogias bíblicas pode deixar o leitor com a impressão de serem elas partes irrelevantes e enfadonhas inseridas ao texto sagrado. Mas estando comprometidos com “toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4:4), não poderemos considerar insignificantes tais partes da Bíblia. A tradicional aversão às genealogias pode ser superada pela compreensão da sua importância, das suas características básicas e das lições espirituais que podem ser delas extraídas.

A despeito de nem sempre serem completas, as genealogias bíblicas são relevantes. Elas fornecem informações fundamentais para se calcular a idade aproximada da raça humana, bem como para se datar alguns eventos bíblicos com seus respectivos protagonistas. Duas genealogias (ver Mt 1:1-17; Lc 3:23-38) comprovam que Jesus de Nazaré é descendente de Abraão (Gl 3:16) pela linhagem de Davi (Mt 22:42; At 2:29-31; Rm 1:3; 2Tm 2:8).

Considerando-se a genealogia de Cristo provida em Mateus 1:1-17, percebe-se uma lista numericamente simétrica, com três blocos de catorze nomes cada (v. 17), mas com a supressão de pelo menos quatro nomes – o verso 8 não menciona os reis Acazias, Joás e Amazias, que reinaram depois de Jeorão (e não Jorão) e antes de Uzias (cf. 2Cr 22:1; 23:11; 24:1, 27; 25:1; 26:1), e o verso 11 deixa fora o nome de Jeoaquim, filho de Josias e pai de Jeconias (cf. 1Cr 3:15, 16). Por outro lado, na mesma genealogia encontramos alusões a quatro mulheres: Tamar, Raabe, Rute e Bate-Seba, as quais, com exceção de Rute, tiveram um passado moralmente questionável (ver Gn 38; Js 2; 2Sm 11). Tais alusões podem ser entendidas como evidências concretas de que Jesus não veio “chamar justos e sim pecadores [ao arrependimento]” (Mt 9:13).

A genealogia de Cristo, em Mateus 1:1-17, avança progressivamente de Abraão até “José, marido de Maria” (v. 16), seguindo a linhagem do rei Salomão, filho de Davi com Bate-Seba (v. 6; 1Cr 3:5). Por sua vez, a genealogia em Lucas 3:23-38 retrocede de José até “Adão, filho de Deus” (v. 38), passando por Natã, outro filho de Davi com a mesma
mulher (v. 31; 1Cr 3:5), razão pela qual muitos dos nomes mencionados entre José e Davi não aparecem em qualquer outra parte da Bíblia. Retrocedendo até Adão, Lucas procura mostrar que Jesus é o Salvador, não apenas dos judeus, mas de toda a humanidade, como está evidente na alusão de Simeão à salvação manifesta a “todos os povos: luz para a revelação dos gentios, e para a glória do Teu povo de Israel” (Lc 2:30-32).

Alguns críticos questionam a confiabilidade da genealogia pré-diluviana (ver Gn 5), sob a alegação de conter lacunas semelhantes às encontradas em Mateus 1:1-17. Mas essa alegação acaba desconhecendo as diferenças estruturais entre ambas as genealogias. Em Mateus, encontramos uma relação retilínea de nomes interligados pela expressão “gerou”, que pode significar um descendente imediato (filho) ou um descendente um pouco mais distante (neto, bisneto, etc.). Mas, no livro do Gênesis, a genealogia pré-diluviana é enunciada de forma a não dar espaço a lacunas. É dito que alguém viveu determinado número de anos, gerou um filho, e viveu mais certo número de anos, e morreu. Por sua vez, aquele filho seguiu o mesmo processo. Portanto, não há possibilidade de lacunas como no caso de Mateus.

Além disso, das genealogias bíblicas podemos extrair importantes lições existenciais e espirituais. Elas nos ensinam, por exemplo, que a vida neste mundo não é eterna, e que as pessoas morrem com diferentes idades. Por conseguinte, não sabemos quando nossa própria vida chegará ao fim. Mas, por outro lado, as genealogias confirmam que, a despeito de todas as doenças e calamidades, Deus ainda preserva, por Sua misericórdia, a existência humana. Nas sucessões de nomes sempre aparece um descendente, e assim a vida continua até hoje. Portanto, uma leitura mais detida das genealogias bíblicas pode fortalecer nossa própria vida espiritual.

Texto de autoria do Dr. Alberto Timm Revista do Ancião (julho – setembro de 2008).

Homens podem perdoar pecados?

Em que sentido Cristo concedeu autoridade aos discípulos para perdoarem pecados? (Jo 20:23)

Por Alberto R. Timm


Em João 20:21-23, Cristo concedeu, após Sua ressurreição, uma capacitação especial de poder do Espírito Santo aos Seus discípulos, capacitação esta que lhes permitiria tanto perdoar pecados quanto reter o perdão. Este texto, bem como os de Mateus 16:19 e 18:18 e 19, tem sido usado por muitos para justificar a busca do perdão divino através da confissão a sacerdotes e líderes religiosos. Mas as Escrituras, no seu consenso, não reduzem o perdão divino a esse tipo de prática eclesiástica.A Bíblia ensina, em primeiro lugar, que Deus é quem perdoa os pecados (conforme Is 43:25; Jr 31:34; comparar com Mc 2:7 e Lc 5:21). Esse perdão deve ser buscado diretamente dEle por meio de Cristo (ver Jo 14:6, 13 e 14; 1Tm 2:5). Em Mateus 6:9-13, Cristo ensinou os discípulos a orarem diretamente ao “Pai” em busca de perdão para as suas “dívidas”. Em I João 2:1 e 2, é dito que podemos obter o perdão para os pecados se buscarmos o único “Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo”, que “é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”.Somos admoestados também de que as faltas contra outras pessoas devem ser confessadas e restituídas, se necessário, diretamente a elas. Na oração do Senhor aparecem as seguintes palavras: “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mt 6:12). As implicações desta afirmação são enfatizadas por Cristo: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mt 6:14 e 15; Cl 3:13).A alusão à autoridade para perdoar e recusar-se a perdoar pecados em João 20:23 é parte da versão da Grande Comissão evangélica encontrada nos versos 21-23, que, por sua vez, está diretamente relacionada com os demais textos que falam dessa mesma comissão (ver Mt 28:18-20; Mc 16:15-18; Lc 24:46-49; At 1:5-8). Sobre a passagem de João 20:19-23, o comentarista Raymond E. Brown vê um claro paralelo entre a simples ordem para batizar (Mt 28:19) e a previsão de como o batismo separaria as pessoas (Mc 16:16), bem como entre a simples proclamação do perdão (Lc 24:47) e a previsão das formas nas quais o poder do perdão separaria as pessoas (Jo 20:23).Cristo concedeu à Igreja, como comunidade dos crentes, a obrigação de receber como membros dela a todos que demonstrarem, por sua conduta, a genuinidade do seu arrependimento. Deu também autoridade de afastar de sua comunhão a todos aqueles cuja conduta representasse uma clara negação da fé. Aceitando uns e rejeitando outros, apoiada nos critérios bíblicos, a Igreja exerce a autoridade de perdoar pecados e reter pecados. É, portanto, com base no princípio de que “pelos seus frutos os conhecereis” (ver Mt 7:15-23) que os discípulos de Cristo poderiam reconhecer os penitentes, como perdoados por Deus e, conseqüentemente, também por Sua igreja, e os impenitentes, como não havendo sido perdoados.

Fonte: Sinais dos Tempos, julho/agosto de 2000. p. 21

Sexo antes do casamento é mesmo pecado?



Resposta: Antes de nos determos no tema (sexo antes do casamento), é bom destacarmos que Deus não é contra o prazer sexual. Foi Ele quem fez o sexo e o deu depresente para o ser humano. O problema está no sexo que é praticado fora do casamento. Quando nos criou Deus sabia como poderíamos desfrutar plenamente do prazer sexual. Vendo que é dentro de um contexto de profunda intimidade e segurança (só dentro do casamento isto pode ser desfrutado plenamente) que a pessoa pode realizar-se sexualmente, Deus estabeleceu em Sua Lei que as relações sexuais devem ser mantidas após o matrimônio. Veja que Deus sempre sabe o que é melhor para as Suas criaturas!
Continuemos em nossa análise:
1) Quando Deus criou Adão e Eva, logo em seguida proferiu a “bênção” sobre o casal; após isto, ambos “se tornaram uma só carne” (Gênesis 1:27 e 28; 2: 21-24). O sexo faz parte da perfeita criação de Deus qualificada como sendo “muito bom” (cf. Gênesis 1:31).

2) As Escrituras condenam a prática do sexo fora do casamento, pois tal atitude não faz parte do plano original de Deus:
“Alguém vai dizer: eu posso fazer tudo o que quero. Pode, sim, mas nem tudo é bom para você. Eu poderia dizer: Posso fazer qualquer coisa. Mas não vou deixar que nada me escravize. O alimento existe para o estômago, e o estômago existe para o alimento. Sim, mas Deus acabará com os dois. O nosso corpo não existe para praticar a imoralidade, mas para servir o Senhor; e o Senhor cuida do nosso corpo. Fujam da imoralidade sexual! Qualquer outro pecado que alguém comete não afeta o corpo, mas a pessoa que comete imoralidade sexual peca contra o seu próprio corpo. Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus? Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus, pois ele os comprou e pagou o preço. Portanto, usem o seu corpo para a glória dele.” (1 Coríntios 6:12,13, 18-20 BLH – Bíblia Na Linguagem de Hoje)
“Mas eu digo: Já que existe tanta imoralidade sexual, cada homem deve ter a sua própria esposa, e cada mulher, o seu próprio marido”. (1 Coríntios 7:2 BLH)
“O que Deus quer de vocês é isto: que sejam completamente dedicados a ele e que fiquem livres da imoralidade”. (1 Ts 4:3 BLH – no original, a palavra para imoralidade se refere à fornicação, sexo fora do casamento).

3) O sexo pré-conjugal traz efeitos negativos:
a) Efeitos emocionais negativos (na grande maioria das pessoas): culpa, ciúme, ansiedade, medo de uma gravidez, etc…
b) Problemas de relacionamento: entre os namorados, familiares…
c) Efeitos espirituais: culpa, medo de Deus, ausência de vontade de estudar a Bíblia e orar…
d) Efeitos físicos: aumenta as possibilidades de uma gravidez indesejada e de contrair doenças venéreas (estas considerações foram extraídas e adaptadas do livroAconselhamento Cristão, de Gary R. Collins – Sociedade Religiosa Edições Vida Nova).

Se ao nos relacionarmos sexualmente presenciamos alguns destes efeitos, o mesmo não está nos beneficiando; e isto não é da vontade de Deus. Ele quer que desfrutemos deste presente da melhor maneira.
Quando Deus nos ensina a maneira correta de fazer sexo, o faz para nosso próprio bem.

4) A fim de aliviarmos a tensão sexual, a recomendação de Deus é que nos casemos:
“Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado”. (1 Coríntios 7:9) O texto é claro a este respeito; não dá margem para que aliviemos nossos desejos sexuais fora do matrimônio.
Isto não indica de forma alguma que a motivação de se casar seja apenas o sexo; cuidado com isto, pois muitos caem nesta cilada!
Assim, vemos que biblicamente, o sexo deve ser feito apenas no casamento. Praticá-lo de outra forma, constitui-se um pecado sujeito a julgamento (I Co 6:9-13;18;20; Efésios 5:3-7; Colossenses 3:5-6, etc), pois o propósito original de Deus é desvirtuado, trazendo assim prejuízos à felicidade e saúde humana.

Há outras razões pelas quais não devemos usufruir a relação sexual antes de se casar? Deus criou o sexo para o prazer e intimidade do casal (também com finalidade de procriação), de modo que ambos encontrassem plena satisfação um no outro. “O sexo é saudável quando você pode conciliar satisfação sexual, integridade, compromisso, bem-estar a outra pessoa e um senso de auto-estima e dignidade. E isto só é possível dentro do casamento” (Pastor José Maria, em um de seus artigos para a Revista Adventista), pois no namoro ou noivado não há este compromisso, palavra esta que está quase que totalmente extinta do vocabulário social atualmente.
Temos de ser honestos em reconhecer que não é das coisas mais fáceis ser puro sexualmente, especialmente na sociedade moderna. Todos os dias somos bombardeados pela mídia com cenas de sexo ou abordados a respeito deste assunto. A cultura na qual vivemos de certo modo nos influencia muito, inclusive em nossos conceitos. Porém, isto não nos dá a liberdade de transgredirmos as leis de Deus. O cristão é guiado pelo Espírito Santo e não pelas opiniões alheias.
O que fazer? Precisamos aceitar o fato de que não iremos modificar o mundo; ao mesmo tempo, tomar a decisão de não permitirmos que a coletividade nos mude, a pontode negarmos os princípios divinos. Somente através de uma íntima e ininterrupta comunhão com o Criador poderemos vencer. Também é importante que adotemos corretos padrões de pensamentos (Filipenses 4:8), e que vigiemos nossos olhos (Jó 31:1; Provérbios 4:23 e 25, etc). Antes disso, temos que decidir ser puros.
E se alguém errou? Nunca é tarde para recomeçar. Deus perdoa todos os pecados, desde que os confessemos (Salmo 32:5; Miquéias 7:19; I João 1:7-9, etc). Pelo sacrifício de Jesus podemos ser purificados e tornados santos, com se nunca tivéssemos errado. Basta ir a Ele, confessar os erros e abandonar o pecado com o auxílio de seu grandioso poder. Se Ele dá esta nova chance, o pecador deveria perdoar-se a si mesmo; assim, sua vida teria sentido.
Jamais nos esqueçamos do amor de nosso Senhor e que nosso Criador é o Deus das Novas Oportunidades.

EQUIPE DE CONSELHEIROS BÍBLIA ONLINE

Fonte: Bíblia Online

Teria Paulo Ensinado que o Sábado foi Abolido?

O que Paulo queria dizer com a expressão: ”Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados” (Cl 2:16)?

Com esse texto, Paulo tinha em vista os gnósticos, hereges dualistas (diziam que a carne é má e o espírito é bom) e sincretistas (misturavam ritos judaicos com a adoração dos anjos). Ensinavam que o mundo material não foi criado pelo grande e verdadeiro Deus, mas por um Demiurgo (o chefe dos Arcontes), um ser imperfeito e limitado em poder e sabedoria. Diziam que Jesus não é o Salvador-Sofredor, mas apenas um Revelador-Iluminador, e que a salvação é obtida pelo conhecimento, ou autoconhecimento, que vem quando a pessoa liberta a faísca divina que recebeu na Criação. (Pfeiffer, C. F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de janeiro: CPAD, 2007, p. 871).

Paulo menciona, nessa mesma epístola, algumas práticas desses gnósticos: “culto dos anjos” (2:18), “aparência de sabedoria, culto de si mesmo, falsa humildade, rigor ascético [desprezo pelo corpo e suas sensações, para possibilitar a vitória do espírito] (2:23), chamadas de “preceitos e doutrinas dos homens” (2:22) – o que não é o caso dos 10 mandamentos, que são preceitos de Deus, escritos com Seu próprio dedo (Êx 31:18).

O problema era que esses hereges estavam se colocando no papel de juízes dos irmãos (Cl 2:16,18,21), em pelo menos duas questões:

1. Comida e bebida - Os gnósticos, com seu rigor ascético, davam muito valor ao jejum, como prelúdio para uma revelação divina (Martin, R. P. Colossenses e Filemom: introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1973, p. 100).

Acusavam os irmãos de não observarem certas prescrições alimentares. Achavam que comer carne era um tipo de canibalismo, pois acreditavam na transmigração das almas (Martin, R. P, Ibid.).

A expressão “não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro” (Cl 2:21) parece apontar mais para regras ascéticas (confira “rigor ascético” em 2:23), do que para regras mosaicas quanto aos alimentos limpos e imundos (Bacchiocchi, S. From Sabbath to Sunday. Roma: The Pontifical Gregorian University Press, 1977, p. 352,353). O fato é que o ascetismo já estava em curso nos dias de Paulo, com alguns pregando como necessários à salvação o vegetarianismo e a abstinência de vinho (Rm 14:2,21) e a observância de determinados dias (Rm 14:5,6). Além de exigir abstinência de alimentos, chegavam a proibir o casamento ( 1 Tm 4:3).

2. Dias de festa, lua nova, ou sábados - São os feriados e dias santos judaicos, guardados legalisticamente, como meio de salvação, e para aplacar os “poderes astrais”, que, segundo os gnósticos, dirigiam não só as estrelas, mas a vida das pessoas (Bacchiocchi, S. Ibid, p. 361 e Martin, R. P. Colossenses e Filemom: introdução e comentário, op. cit, p. 101).

Esses dias santos envolvem os sábados anuais/cerimoniais das festas, o sábado mensal da lua nova, e o sábado semanal. Paulo não está falando contra a observância desses dias, mas contra os motivos errados em fazê-lo (Martin, R.P. Op. cit., p.101.) Note que Paulo guardou alguns sábados cerimoniais, mas não para merecer a salvação (At 20:16 e I Co 16:8).

“Tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir” (Cl 2:17). Há os que diz em que os “sábados” mencionados em 2:16 são somente os cerimoniais. Basicamente, seu argumento é que nenhum mandamento da lei de Deus é “sombra”, pois não são simbólicos. (Ver Nichol, F. D. Comentário Bíblico Adventista del Séptimo Dia, v. 7.  Boise: Pacific Press Publishing Association, 1990, p. 211.)

A dificuldade com essa interpretação é que, se os “sábados”, em Colossenses 2:16, são somente cerimoniais, a que feriados ou dias santos estaria se referindo a expressão “dia de festa”, mencionada pouco antes, no mesmo verso? Teria Paulo feito uma repetição desnecessária?

Ao que parece, o texto de Colossenses 2:16 refere-se a quaisquer tipos de sábado: anuais, mensais ou semanais. Expressão similar à de Colossenses 2:16 (só que ao inverso) é encontrada em Gálatas 4:10: “Guardais dias [dias santos semanais], e meses [dias santos mensais], e tempos e anos [dias santos anuais]“. O problema era a guarda legalística desses dias, como meio de justificação e salvação.

Quanto à palavra “sombra” (skiá), em Colossenses 2:17, a dificuldade ocorre quando ela é sempre vista em sentido negativo, como algo imperfeito e transitório (como em Hebreus 8:5 e 10:1). É verdade que os ritos judaicos eram “sombras” transitórias, que apontavam para Cristo, e se tornaram sem efeito quando Ele foi sacrificado. Os sábados anuais se cumpriram em Cristo, pois cada festa apontava para algum aspecto dEle e de Seu ministério.

Os sábados da Lua Nova, que, “no judaísmo tradicional, era considerado um Dia menor de Expiação” (rabino Yaacov Farber, em: http://www.cmy.on.ca/Monthly_Newsletter/2005/january2005pt.htm), com toques de trombetas e sacrifícios (Nm 28:11 e 14), também não fazem mais sentido, tendo em vista o sacrifício de Cristo.

Já o sábado semanal não deve ser visto como “sombra” transitória e passageira, mas como “sombra” ou “símbolo do descanso da salvação presente e futura” (Bacchiocchi, S. Op. cit., p. 359), que o crente encontra em Jesus. Esse sentido simbólico do sábado semanal é apresentado em Hebreus 4:3,4,9-11.

Mas, o descanso em Cristo não substitui nem anula o sábado, nem qualquer outro mandamento. Mesmo após se tornar cristão, Paulo continuou guardando o sábado semanal. O livro dos Atos menciona 84 sábados guardados por esse apóstolo (At 13:14,42,44; 16:13; 17:2 e 18:4,11).

Paulo não ensinou a abolição da lei moral, e isso pode ser constatado na própria carta aos Colossenses. Nela, o apóstolo faz alusão a vários mandamentos: ao 7°, em 2:23 e 3:5; ao 1° , 2° e 10°, em 3:5; ao 9°, em 3:8, 9; e ao 5°, em 3:20. E diz que “por estas coisas é que vem a ira de
Deus [sobre os filhos da desobediência]” (3:6). Ora, se a lei moral foi abolida, por que viria a ira de Deus contra os transgressores desses mandamentos? Se Paulo não mencionou o 4° mandamento, foi porque isso não era necessário, uma vez que a igreja já o observava (alguns até fazendo dele um meio de salvação). Paulo também não mencionou nessa epístola o 3°, nem o 6°, nem ainda o 8° mandamentos. Essa omissão, todavia, não significa que eles foram abolidos. Os mandamentos referidos pelo apóstolo devem estar relacionados com problemas que ocorriam entre os irmãos de Colossos. Os não referidos,
provavelmente, não tinham que ver com a situação espiritual deles.

Em conclusão, pode-se dizer que o texto de Paulo em Colossenses 2:16 não é contrário à guarda do sábado semanal, nem está autorizando alimentos que a Bíblia proíbe, mas contra aqueles que se julgavam juízes dos irmãos e faziam dos alimentos e dos dias sagrados um meio de salvação.

Por Ozeas C. Moura, doutor em Teologia Bíblica e editor na Casa Publicadora Brasileira. Publicado na RA de Jan/2009.

Um cristão deveria vender bebidas alcoólicas e cigarros?

Quem trabalha com produtos como cigarro, cerveja, etc., está pecando? Um pastor da igreja quadrangular me disse que não é errado, pois, a pessoa só esta fazendo o seu serviço. Isso procede? Ao meu entender vejo que é pecado, mas, gostaria da sua explicação…

Há fortes princípios bíblicos que nos mostram ser pecado a venda de cigarros, cervejas e outras bebidas alcoólicas:

1) O princípio de 1 Coríntios 3:16, 17: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?  Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado.” (Conferir 1Co 6:19-20).

O corpo humano é o santuário, morada do Espírito Santo (a Terceira Pessoa da Trindade). Sendo o cristão chamado a ser “sal da terra” e “luz do mundo” (Mt 5:13, 14), ele não pode contribuir, através de um falso testemunho, com a propagação de substâncias que destruam a saúde das outras pessoas!

O apóstolo Paulo afirma claramente que, quem destruir o corpo (inclusive o corpo dos outros), será destruído, pois, o aspecto físico é sagrado.

2) O princípio de Êxodo 20:13: “Não matarás.”

A ingestão de álcool e o tragar cigarros mata. Dessa maneira, quem vende tais produtos (e também trafica drogas) está, de certo modo, “matando” outras pessoas e terá de dar contas a Deus por isso (Rm 14:12; Ap 22:15).

3) O princípio de Mateus 7:12: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas.”

Da mesma forma que um cristão não gostaria que alguém vendesse bebidas e cigarros para um filho seu, por exemplo, não deve vender para os filhos dos outros!

4) O princípio de Habacuque 2:15: “Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro, misturando à bebida o seu furor, e que o embebeda para lhe contemplar as vergonhas!”

É proferido um “ai” sobre aquele que dá de beber a outras pessoas. E não poderia ser diferente, pois, a pessoa está contribuindo com os planos de satanás de destruir a saúde humana e acabar com as famílias, pervertendo assim ainda mais a sociedade.

Esses são alguns princípios que nos ensinam ser proibida por Deus a comercialização de fumo e bebidas alcoólicas.

Leandro Quadros

Fonte: Na Mira da Verdade

Romanos 14: “você é livre para comer o que quiser”

Um sincero e querido irmão da igreja Batista me solicitou explicação sobre Romanos 14. Decidi repartir também com você um breve estudo desse capítulo para que possa compreender a essência da mensagem de Paulo.

Romanos 14 precisa ser compreendido especialmente com o auxílio de 1Co 8:4 (Leia tais versos em sua Bíblia). Como as duas cartas foram escritas na mesma década (1 Coríntios por volta de 54 d.C e, Romanos, 55 ou 56 d.C) e tratam do mesmo assunto, veremos que a mensagem do apóstolo lida com problemas específicos daquela época.

Quando Paulo afirma em Romanos 14:2 que “o débil come legumes”, essa expressão precisa ser compreendida à luz de 1Co 8:4, que diz:

No tocante à comida sacrificada a ídolos, sabemos que o ídolo, de si mesmo, nada é no mundo e que não há senão um só Deus.”

Assim como os Corintos, os da igreja de Roma estavam com medo de comer carnes que tivessem sido sacrificadas em templos pagãos. Havia pessoas que estavam com tanto temor que elas só comiam “legumes”. Desse modo, no verso 2 de Romanos 14 Paulo está dizendo: “o débil tem tanto medo de comer carnes que possam ter sido sacrificadas a ídolos que chega a comer só legumes”.

O apóstolo não poderia estar aqui condenando a dieta vegetariana que é a ideal segundo a Bíblia (Gn 1:29) e muito menos dando permissão para comermos alimentos imundos (Lv 11; Dt 14), sendo que o próprio Paulo nunca comeu tais carnes (At 25:8).

Ele mesmo ensinou que nosso corpo é o santuário do Espírito Santo (1Co 3:16, 17; 6:19, 20) e  que, por isso, devemos cuidar de nossa saúde física, comendo de maneira que o Espírito seja glorificado (1Co 10:31). Glorificamos a Deus em nossa comida quando não comemos alimentos imundos (e outros alimentos impróprios) e não somos glutões.

Se não fugirmos do conceito bíblico de “holismo” – ou seja, que a natureza humana é holística, um todo inseparável (1Ts 5:23, 24), não teremos dificuldades em aceitar que a Bíblia proíbe o uso de alimentos imundos.

Isso por que, sendo que existe uma íntima relação entre a mente e o corpo (isso é comprovado pela ciência), é óbvio que aquilo que comemos irá influenciar também em nosso estado mental-espiritual! Precisamos estar com o corpo saudável para prestarmos uma melhor adoração a Deus (e vice-versa).

Romanos 14:5 e a guarda do sábado

Já em Romanos 14:5 Paulo não está sendo contra a observância do sábado (se o tivesse, estaria condenando até mesmo a guarda do domingo). Alguns cristãos pensam que ele insinuou que cada pessoa deve “escolher o dia de guarda”, mas, isso está longe de ser verdade. Se cada um “faz a própria sua verdade”, a lei de Deus viraria uma bagunça e poderíamos justificar até mesmo o dia sagrado dos muçulmanos: a sexta-feira.

Até mesmo o observador do domingo Russel N. Champlin reconhece que não é possível provar que a guarda do sábado esteja sendo questionada aqui: “Não dispomos de meios para julgar, com base neste texto, nem com toda a certeza, se Paulo queria incluir ou não o sábado na lista dos vários dias especiais que os irmãos ‘débeis na fé’ insistiam em observar”. (O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, vol. 3, p. 839)

Entendemos Romanos 14:5 lendo o verso 6:

“Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus.”

Perceba que a distinção entre “dias” está relacionada ao “comer”! Desse modo, a questão aqui é os “dias de jejuns” e não a santificação do sábado. Havia uma discordância entre eles quanto ao dia correto de se jejuar.

O Didaquê – escrito judaico do primeiro século (alguns creem que foi escrito antes) nos mostra que havia mesmo essa controvérsia no meio cristão. Veja:

“Os seus jejuns não devem coincidir com os dos hipócritas. Eles jejuam no segundo e no quinto dia da semana. Porém, você deve jejuar no quarto dia e no dia da preparação [sexta-feira]” – Didaquê 8:1.

Por isso, Paulo estaria dizendo em Romanos 14:5 o seguinte: “Um faz diferença entre dia e dia para jejuar; outro julga iguais [“iguais” não se encontra no original grego] todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente e jejue nos dias que achar melhor.”

Perceba que o verso 6 interpreta o verso 5 de Romanos 14, de modo que não precisamos colocar no texto ideias alheias a ele. Além disso, o Didaquê (mesmo não sendo regra de fé) nos ajuda a entendermos alguns problemas que os cristãos enfrentaram durante sua história. Nesse caso, quanto aos dias corretos para se jejuar.

Outra evidência de que em Romanos 14:5 Paulo não estava tratando dos dias de guarda vemos em sua atitude de guardar o sábado mesmo longe dos judeus (At 16:13). Naquele território romano ele tinha a oportunidade de dizer que o dia de guarda foi abolido, mas, não o fez. Pelo contrário: santificou o sétimo dia em meio à natureza – como todo o cristão deveria fazer:

“No sábado [não no domingo], saímos da cidade para junto do rio, onde nos pareceu haver um lugar de oração [adoração a Deus em meio à natureza]; e, assentando-nos, falamos às mulheres[dia para falarmos do amor de Deus] que para ali tinham concorrido.” (At 16:13)

Que lindo exemplo de adoração o apóstolo nos deixou! Que dica ele nos deixou para guardarmos o sábado de maneira agradável e não legalista!

Espero que essas considerações lhe ajudem na compreensão de Romanos 14. Imprima-as para que os irmãos e o pastor de sua igreja leiam. Creio que será benéfico a eles também.

Fonte: Na Mira da Verdade

O texto de Efésios 2:13 a 15 não dá a entender que os dez Mandamentos foram abolidos?

Vamos ler, então, Efésios 2:13 a 15: “Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz…”

O pensamento deste verso é o seguinte: Cristo, através do sacrifício de seu corpo na cruz, aboliu, cancelou a inimizade entre Judeus e Gentios ao abolir a “lei dos mandamentos contidos em ordenanças”.

Ordenanças são meras prescrições litúrgicas e isto não se aplica à lei moral.Compare com Hebreus 9:1. Ordenança é um rito religioso ou cerimônia ordenada por autoridade divina ou eclesiástica.

Pela “lei de mandamentos na forma de ordenanças” se entende que Paulo está se referindo a lei cerimonial. Sabemos que a lei cerimonial chegou ao seu final na cruz, por que Jesus, a quem estas leis apontavam, morreu na cruz, fazendo assim com que tais leis não mais fossem precisas. Devemos lembrar também que o sistema cerimonial (de animais morrerem simbolizando a futura morte de Cristo na cruz, e outras ordenanças mais) dado por Deus aos Judeus, não foi o causador da inimizade entre Judeus e Gentios.

O que Paulo fala neste verso é o fim do Judaísmo para dar lugar ao Cristianismo. Isto não significa que todas as leis dadas por Deus aos Judeus foram abolidas. A lei cerimonial, a qual apontava para Cristo, naturalmente chegou ao seu final quando Cristo cumpriu aquilo para o qual ela apontava. A lei civil Judaica já tinha desaparecido há muito tempo com a perda da soberania de Israel como nação. Mas a Lei Moral, os preceitos morais, isto é, os Dez Mandamentos, os quais são uma transcrição do caráter de Deus, estes são tão eternos quanto Deus, e não podem ser abolidos em hipótese nenhuma. É importante observar também que as leis de saúde, dadas ao povo Judeu, para que este não tivesse muitas das doenças dos povos ao seu redor, também são oferecidas a nós, como cristãos, pois nosso corpo é o templo, morada, do Espírito Santo. Quando negligenciamos o cuidado com o nosso corpo, entristecemos a Deus que nos criou para sermos felizes.

Em todos os seus ensinos a respeito do final do sistema legal Judeu, Paulo tornou enfaticamente claro que a Lei Moral não foi abolida (Romanos 3:31): “Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei”.

Fonte: Rádio Novo Tempo

Existe contradição entre João 3:16 e I João 2:15?

Temos a garantia: Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça (2 Timóteo 3:16). O Espírito Santo trabalhou ativamente na transmissão da Bíblia aos profetas (II Pedro 1:21). Sendo assim, é impossível que este Livro contenha contradições; foi criado por um Deus Perfeito que não pode errar.

Quando verificamos algo na Bíblia que pareça contraditório, o problema pode estar conosco e não com os Escritos. Isto acontece porque muitos de nós não temos acesso aos textos bíblicos em sua língua original ou porque não utilizamos alguns dos princípios básicos para uma correta interpretação bíblica:

1) Orar a Deus pedindo sabedoria (Tiago 1:5)
2) Estudar o texto em seu contexto (Isaías 28:9-10); analisar o texto em sua língua original ou ler em outras versões
3) Permitir que a Bíblia seja sua própria intérprete (Isaías 28:10)

Vamos utilizar esse método bíblico para o entendimento dos versos que o nosso ouvinte menciona, em especial o estudo do contexto (versos anteriores e depois/ anteriores ou depois): Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3:16) Porquanto Deus enviou o seu Filho aomundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus?. (João 3:17-21)

Perceba que o termo mundo foi utilizado por João para abarcar, abranger, toda a humanidade; foi o amor de Deus que O motivou a enviar Jesus para morrer pelo ser humano e isso significa todas as pessoas do planeta. Certo é que a salvação será dada àqueles que aceitarem este amor.

Agora vamos ao texto I João 2:15, que diz: ?Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele?.

Neste caso, o contexto, e a situação é outra: porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente?. (1 João 2:16-17)

Aqui, João não está dizendo que não devemos a amar o mundo físico, belo e criado por Deus. A palavra mundo possui outra
conotação. Os teólogos dizem que o termo mundo deve ser entendido da seguinte forma:
1. Não está aqui em foco o mundo físico e seus muitíssimos objetos. O autor sagrado não nos convida aqui a não mais apreciarmos a natureza e sua beleza, e nem a abandonarmos as coisas físicas por si mesmas.

2. A referência não é à ordem geral da criação, o mundo dos universos.

3. Nem se refere ele à humanidade, que algumas vezes é chamada também de mundo?. Pois o próprio Deus ama esse mundo.

4. Antes, seu uso é ético e metafísico. Ele aponta, em parte, para o mundo que se corrompeu com vícios, blasfêmias e atitude que se olvida de Deus. Mas também aponta para o sistema do mundo, incluindo o cósmico (e não meramente o terreno), que é a revolta contra Deus. Esse sistema cósmico está sob o poder do maligno? (ver o décimo terceiro versículo).

Quando alguém ama os vícios deste mundo, se torna escravo deste sistema mundano. O décimo sexto versículo enumera os elementos do mundo que são prejudiciais à espiritualidade. As concupiscências carnais, as imoralidades, as perversões de toda a sorte; a concupiscência dos olhos, as muitas tentações que vêem mediante a vista, mediante a contemplação das vantagens terrenas, como as riquezas, a fama, os prazeres, etc.; e o orgulho da vida, que torna o homem egoísta, que o faz dirigir a sua vida para si mesmo, em que o eu se torna o seu deus…

A palavra mundo, na Bíblia, tem diferentes significados. Em João 3:16 envolve as pessoas; já em I João 2:15, se refere especialmente às questões éticas e morais, ou seja, as coisas erradas existentes em nosso globo que não devemos praticar.
Devemos amar as pessoas (lição extraída de João 3:16) e odiar as práticas erradas do mundo (ensinamento de I João 2:15).