Você pode fazer mais numa hora com Deus do que numa vida inteira sem Ele

Não havendo bois, o celeiro fica limpo, mas pela força do boi há abundância de colheitas. Prov. 14:4.

Se você quer uma vida tranqüila e sem esforço, não se atreva a sonhar. Essa é a mensagem do texto de hoje. Para que haja abundância de colheita e os celeiros estejam sempre cheios é necessário ter bois; e estes envolvem tempo para serem cuidados, trabalho para alimentá-los e esforço para ensiná-los a arar a terra. Sem esforço, não há bois, e sem bois não há abundância.

Existem inúmeras pessoas sentadas na arquibancada da vida vendo passar o trem que leva os vencedores. Outro dia, encontrei uma pessoa de 30 anos, que me mostrou no papel um projeto que poderia trazer benefício, satisfação e dinheiro.

“O que falta para colocar estes planos em ação?”, perguntei. “Dinheiro”, foi a resposta. “Envolve bastante dinheiro.” “Você já procurou alguém que queira investir no projeto?” “Não”, disse ele. “Estou orando para que Deus envie alguém que consiga ver as vantagens deste plano.”

Nenhum sonho funciona, a menos que você o faça funcionar. Aquela pessoa colocava tudo “nas mãos de Deus”, mas se esquecia de que ele também tinha mãos. Ora, se Deus lhe deu mãos é porque Ele espera que você faça algo. Busque a Deus, sim! Busque-O todos os dias. Consulte-O, procure orientação divina. Não se esqueça de que você pode fazer mais numa hora com Deus do que numa vida inteira sem Ele. Depois de buscar a força que vem de Deus, parta para a luta. Não continue ajoelhado, esperando que Deus “envie alguém”. Bata às portas, gaste a sola do sapato, sue a camiseta, crie oportunidades.

É verdade que umas poucas pessoas vencem porque um dia se lhes apresentou uma oportunidade extraordinária. Mas a maioria dos vencedores realizou seus sonhos porque se propôs a fazê-los. A pessoa que aprende a depender de Deus cria oportunidades. Não as encontra por acaso.

Hoje é um novo dia. Corra atrás dos seus sonhos. Com uma mão, segure o braço poderoso de Deus, e com a outra trabalhe incansável, destemida e aguerridamente. Por mais que as circunstâncias lhe pareçam adversas, apesar de estar ferido por algum golpe que a vida lhe deu, não fique de braços cruzados, esperando. Trabalhe, porque “não havendo bois, o celeiro fica limpo, mas pela força do boi há abundância de colheitas”.

Alejandro Bullón

Fonte: www.ministeriobullon.com

Solução Para a Culpa e o Pecado

Deus Não Foi Pego de Surpresa

O plano da salvação foi estabelecido muito antes do surgimento do pecado. A Bíblia afirma que a graça divina nos foi dada “antes dos tempos eternos” (1Tm 1:9) e que Cristo é “o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13:8). Isso significa que Deus não foi pego de surpresa.

Ele não criou robôs programados para obedecer, mas seres a Sua imagem e semelhança, livres e soberanos em suas escolhas. Se Adão e Eva fossem obedientes, eles permaneceriam eternamente em um estado de perfeita felicidade. Entretanto, eles falharam e desobedeceram a Lei Divina. A natureza do homem “tornou-se tão enfraquecida pela transgressão que lhe era impossível, em sua própria força, resistir ao poder do mal.”[1] Houve uma ruptura no relacionamento entre Deus e o belo casal (Is 59:2), e sabe qual era a sentença? Morte eterna (Rm 6:23).

Deus dá o Primeiro Passo Para Salvar o Homem

Todos os dias Deus passeava pelo jardim e tinha um agradável “bate-papo” com Adão e Eva. Porém, depois do pecado o homem teve medo e tentou fugir de Deus (Gn 3:8). A tendência natural é acontecer o mesmo hoje. O homem tenta se esconder de Deus. Esforça-se para se livrar da culpa e do medo. Preenche seu tempo com alegrias passageiras. Busca soluções paliativas para um vazio no coração. Em sua busca por alegria, paz de espírito e sentido na vida, acaba tendo um encontro com o “nada”, pois é isso o que acontece quando se ignora a existência do Criador e Salvador Jesus Cristo.

Deus, em Sua infinita misericórdia foi ao encontro do homem “caído” e perguntou; “onde estás?” (Gn 3:9). Ele sabia onde o homem estava escondido. Isso significa que Ele sabe como e onde você está. Ainda assim Ele pergunta; “onde você está?” Ele quer curar as feridas e por isso ele deixa a voz humana falar… “Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi” (Gn 3:10). Deus novamente pergunta; “Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?” (Gn 3:11). Com todo amor Deus dá o primeiro passo para salvar o homem, para restaurar o relacionamento quebrado, e apresenta Seu plano de salvação.

Deus Provê Um Meio

A Bíblia descreve que Deus fez “vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu” (Gn 3:21). Essa pele era de um animal inocente que foi morto no lugar do pecador. O animal morto era uma prefiguração do Messias que um dia viria como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29; Gn 3:15). Não era o sacrifício em si que tornava o pecador justo, mas a fé na graça salvadora do Messias que derramaria Seu sangue no lugar do pecador (Jo 3:16). Mesmo nos tempos do Antigo Testamento a salvação era unicamente pela graça mediante a fé no Messias (Gl 3:6). Sobre isso, Jesus declarou; “Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o Meu dia, viu-o e regozijou-se” (Jo 8:56, ver também Gênesis 22).

Arrependimento e Confissão

A palavra arrependimento na Bíblia é traduzida do termo hebraico nachum que significa “sentir-se triste”. O termo equivalente em grego é metaneo, e denota o conceito de “mudança da mente”.[2] Em outras palavras, o arrependimento é um estado de profunda tristeza pelo pecado e uma mudança de comportamento. F. F Bruce define da seguinte maneira:“Arrependimento (metanoia, ‘mudança da mente’) envolve o abandono do pecado e voltar-se para Deus em contrição; o pecador arrependido está em condições próprias para receber o perdão divino.”[3]

É Deus, que em Seu infinito amor e bondade, através do Espírito Santo, conduz o pecador ao arrependimento (Rm 2:4; Jo 16:8). O amor divino atrai o pecador. Ele compreende que Cristo morreu pelos seus pecados, e dessa maneira o coração é amaciado, pois entende que é unicamente através da morte de Cristo que ele pode ser declarado justo, libertado da culpa e da condenação. O texto bíblico afirma: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28:13).

A experiência de Davi revela claramente como o arrependimento prepara o caminho para a vitória sobre o pecado. Ele cometeu adultério e um homicídio. Foi o Espírito Santo que o convenceu de seu erro. Ao reconhecê-lo, Davi não tentou ocultá-lo. Entristeceu-se pelo seu pecado, foi específico em sua confissão e não suplicou apenas por perdão, mas por um coração puro ; “cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto” (Sl 51:10).

Reconciliação e Justificação

Uma vez que o pecado causa separação, o perdão provê reconciliação, isto é, a restauração do relacionamento entre Deus e o homem. “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2Co 5:19).

A Bíblia diz que “todos pecaram” (Rm 3:23). A Lei de Deus requer perfeita obediência e a quebra do mandamento exige a condenação. Então como pode o homem ser justo diante de Deus e escapar da condenação? “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5:1). É unicamente mediante a graça, por meio da fé na perfeita justiça de Cristo (Ef 2:8). A base da justificação não está em nossa obediência, mas na de Cristo! “Por meio da obediência de um só [Cristo], muitos se tornarão justos” (Rm 5:19).

Ellen White descreve essa verdade nas seguintes palavras: “Visto como somos pecaminosos, profanos, não podemos obedecer perfeitamente a uma lei santa. Não possuímos justiça em nós mesmos com a qual pudéssemos satisfazer às exigências da lei de Deus. Mas Cristo nos proveu um meio de escape. [...] Viveu uma vida sem pecado. Morreu por nós, e agora Se oferece para nos tirar os pecados e dar-nos Sua justiça.”[4]

Ao vir a este mundo Cristo assumiu a natureza humana sem inclinação para o pecado. Foi obediente até a morte e fez justiça. Assim, todos podem dizer; “Por Sua obediência perfeita satisfez Ele os reclamos da lei, e minha única esperança está em olhar para Ele como meu substituto e penhor, que obedeceu perfeitamente à lei por mim.” [5] Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele pode perdoar o pecador arrependido, pois Ele mesmo cumpriu perfeitamente os requisitos da lei, e pode livrar o homem da condenação porque pagou o preço exigido – a morte. Em Cristo o pecador arrependido é perdoado, declarado justo e absolvido da sentença de morte, como declara Paulo; “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1).

Santificação

Justificação é o ato de Deus declarar justo um pecador arrependido que reconhece pela fé que só em Cristo há perfeita justiça. Além de declarado justo, Deus o considera como justo, como se nunca tivesse pecado; está absolvido de toda culpa e encontra-se em paz com Deus (Rm 5:1). Teologicamente isso se chama justiça IMPUTADA. “O verdadeiro arrependimento e justificação levam à santificação. Justificação e santificação estão intimamente relacionadas, distintas, mas jamais separadas.”[6] Santificação significa “santo”, “separado”, o que envolve a transformação do caráter ao longo da experiência cristã.

Justificação é pontual.[7] É quando o pecador arrependido confessa seus pecados e obtém o perdão. Assim, justificação é aquilo que Deus faz por nós! Santificação é aquilo que Deus faz em nós.[8] “No momento da justificação ele [o pecador] é também santificado.”[9] Isso significa que ele recebe poder para uma vida de obediência. Teologicamente isso se chama justiça COMUNICADA.

Glorificação

Somos glorificados em Cristo quando o recebemos como nosso Salvador, mas ainda estamos em um mundo de pecado. Por isso há um momento futuro da salvação; “último dia” (1Pe 1:5; 1Jo 3:2).Somente por ocasião da segunda vinda de Cristo a pessoa estará finalmente livre da própria presença do pecado.

Pr. Frederico Branco

Bacharel em Teologia Pastoral e Educacional

Conselheiro Bíblico da Escola Bíblica da Rede Novo Tempo de Comunicação


[1] Ellen G. White, Caminho a Cristo, (Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2000), p. 17.

[2] Ver “Repent” em www.blueletterbible.com (acessado em 09/02/2011).

[3] Frederick F. Bruce, The Acts of the Apostles; [Greek Text Commentary], London: Tyndale, 1952, p. 97.

[4] Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 62.

[5] Ellen G. White, Mensagens Escolhidas (Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, ANO), vl 1, p. 396.

[6] Nisto Cremos, p. 154.

[7] Seventh-Day Adventist Bible Dictionary (Washington: Review and Herald, 1960), 8:955.

[8] Nisto Cremos, p. 154.

[9] Ibid., p. 155.

Fonte: Lugar de Paz

Completar a Corrida

Até os jovens se cansam e ficam exaustos, e os moços tropeçam e caem; mas aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Isaías 40:30, 31

O lugar era o Estádio Olímpico da cidade do México. Eram sete horas da noite do dia 20 de outubro de 1968. Os últimos corredores da maratona ainda recebiam tratamentos de primeiros socorros. Quase uma hora depois de terminada a maratona, os assistentes que ainda estavam no local escutaram sirenes de carros de polícia. Entrando pelos portões do estádio, uma só figura com as cores da Tanzânia chega manquejando. Seu nome: John Steve Aquari. Ele foi o último homem a terminar a maratona em 1968. Tinha uma das pernas sangrando e com ataduras, pois havia caído no início da corrida. E tudo o que podia fazer era correr manquejando o restante da maratona. Os que ainda permaneciam no estádio aplaudiram enquanto ele dava a última volta.

Quando ele cruzou a linha final, alguém fez a pergunta que todos queriam fazer: “Você está ferido. Por que não desistiu? Por que não abandonou a corrida?” Aquari respondeu com dignidade: “Meu país não me enviou a dez mil quilômetros de distância para começar a corrida. Meu país me enviou para completar a corrida.”

A mensagem é válida para aqueles que, em algum trajeto ou fase da vida, são tentados a desistir. De vez em quando aparecerão obstáculos e dificuldades que devem ser vistos como desafios. Por isso, o espírito de tenacidade e perseverança é necessário, seja como profissional, como membro da família ou como estudante.

De vez em quando, poderão aparecer fatores que o levarão a desanimar. Mas não desista, não “jogue a toalha”! Você chegou até aqui para terminar a corrida. A proposta do profeta é: com esperança e fé, é possível caminhar por quilômetros sem fim sem viver o drama do desânimo e de querer desistir.

E ele indica um fator essencial nessa corrida: esperar no Senhor. Quando perceber que seus recursos estão no fim, que lhe restam poucas forças e as circunstâncias dizem para você parar, não desista. Voar, correr, andar, soa como se fosse uma meta inatingível, mas esperar no Senhor produz energia. A promessa é verdadeira: “Aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam” (Is 40:31).

Fonte: CPB

Você diz. Deus diz.

WalkingWithJesus

Você diz: Isto é impossível!
Deus diz: Todas as coisas são possíveis (Lucas 18:27).

Você diz: Estou muito cansado.
Deus diz: Eu te darei descanso (Mateus 11:28-30).

Você diz: Ninguém me ama.
Deus diz: Eu amo você (João 3:16 e João 13:34).

Você diz: Eu não posso continuar.
Deus diz: A minha graça te basta (II Coríntios 12:9 e Salmos 91:15).

Você diz: Eu não posso entender as coisas.
Deus diz: Eu dirigirei o seu caminho (Provérbios 3:5-6).

Você diz: Eu não posso fazer isto.
Deus diz: Você pode fazer todas as coisas (Filipenses 4:13).

Você diz: Eu não sou capaz.
Deus diz: Eu sou capaz (II Coríntios 9:8).

Você diz: Isto não vale a pena.
Deus diz: Isto valerá a pena (Romanos 8:28).

Você diz: Eu não posso me perdoar.
Deus diz: Eu perdôo você! (I João 1:9 e Romanos 8:1).

Você diz: Eu não consigo.
Deus diz: Eu satisfarei todas as suas necessidades (Filipenses 4:19).

Você diz: Estou com medo.
Deus diz: Eu não dei a vocês espírito de fraqueza (II Timóteo 1:7).

Você diz: Estou sempre preocupado e frustrado.
Deus diz: Lance sobre mim suas preocupações (I Pedro 5:7).

Você diz: Eu não tenho fé suficiente.
Deus diz: Eu tenho dado a cada um uma medida de fé (Romanos 12:3).

Você diz: Eu não sou inteligente o suficiente.
Deus diz: Eu te darei sabedoria (I Coríntios 1:30).

Você diz: Eu me sinto sozinho.
Deus diz: Eu nunca te deixarei, jamais te abandonarei (Hebreus 13:5-6).

(Autoria desconhecida)

NÃO DESISTA

Calvin Coolidge disse certa vez: “Nada no mundo pode substituir a persistência. O talento não o fará — nada é mais comum do que um homem talentoso mal sucedido. O gênio também não — gênios mal recompensados são quase um provérbio. A educação tampouco — o mundo está cheio de desamparados bem educados. Somente a persistência e a determinação são onipotentes. ”

Grandes pessoas são apenas pessoas comuns com uma quantidade extraordinária de determinação. Simplesmente não sabem como desistir. Elas apenas persistem ”persistindo”.

Eu creio que a grandeza de uma pessoa não é determinada por sua fama, posição ou riqueza, mas sim por aquilo que é preciso para desencorajar esta pessoa.

Você pode descobrir muito sobre uma pessoa, apenas observando como ela reage ao criticismo ou ao fracasso. Isto revela o seu caráter.

O que é preciso para desencorajar você? Coisas que não caminham do modo como queria? Expectativas não realizadas? A desaprovação de alguém à maneira pela qual você fez alguma coisa?

A Bíblia diz: “Não nos cansemos de fazer o que é correto, porque em pouco tempo teremos uma colheita de bênção, se não desanimarmos nem desistirmos.” (Gálatas 6.9)

Coisas duradouras geralmente exigem mais tempo e determinação que o normal.
Quando Deus quer fazer um carvalho, isto Lhe toma 60 anos. Quando Ele deseja fazer um cogumelo, são necessárias 6 horas.

Você deseja um negócio que tenha a estabilidade de um carvalho ou de um cogumelo? Você deseja que sua carreira seja um carvalho ou um cogumelo? E quanto à sua família – ou sua vida pessoal?

Considere: Do que tenho me sentido tentado a desistir, sabendo que é a coisa certa a ser feita?

Ore assim: “Deus, dá-me energia para persistir durante esta semana”.

Lembre-se: “… Posso fazer todas as coisas … com a ajuda de Cristo, que me dá a força e o poder” (Filipenses 4:13). Mantenha-se nisso!

Whist Criswell é um ex-banqueiro, instrutor e homem de negócios, que conhece o desgaste e as pressões do meio empresarial. Ele vive em Lexington, Kentucky, U.S.A., com a Esposa Sandra um filho adolescente e uma filha.

O Campeão Espiritual

Igualmente, o atleta não é coroado se não lutar segundo as normas. II Tm. 2:5 (ARA)

Por: Felippe Amorim

A vitória sempre é o objetivo de qualquer atleta profissional. Para alcançá-la todos os meios são utilizados, alguns até usam de meios ilícitos para ficarem mais fortes ou mais rápidos e acabam sendo descobertos e desclassificados. A questão é que sempre os atletas buscam a vitória. Mas ela não vem por acaso, há um preço a ser pago pelo êxito. Paulo usa a figura do atleta para ilustrar a preparação pela qual o cristão precisa passar ao longo de sua caminhada rumo ao céu. Precisamos, portanto, analisar quais as “normas” que envolvem a preparação e a luta de um atleta espiritual.

O texto de I coríntios  9:24 e 25 nos diz algo interessante a respeito do atleta espiritual.

Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só é que recebe o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta, em tudo se domina; ora, eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível.

Paulo estava escrevendo para um povo acostumado a assistir e participar de competições esportivas. Na Grécia a cada quatro anos aconteciam os jogos olímpicos e na própria cidade de Corinto a cada três anos aconteciam os jogos Istmicos. Portanto os leitores primários desta carta de Paulo entendiam exatamente o que o apóstolo queria falar.

O primeiro conselho do apóstolo é: “correi de tal maneira que o alcanceis”. Para alcançar a vitória, o atleta não podia correr de qualquer maneira. Existia um jeito certo de se portar para que o objetivo fosse alcançado. Na vida espiritual não é diferente. Não é de qualquer maneira que seremos vencedores. Necessitamos primeiramente ajustar o nosso foco. Nunca um atleta espiritual pode tirar os olhos de Jesus, único meio de alcançarmos a salvação. Correr em qualquer outra direção é perder tempo.

Determinação é outro aspecto imbutido neste primeiro conselho paulino. Há duas partes do treinamento que não são naturalmente atrativas para nós, mas que são essenciais para o sucesso na carreira: O estudo da Bíblia e a oração. Nenhum atleta será campeão na corrida espiritual se não for determinado nestes dois “treinamentos” da preparação cristã. Determinação se faz necessária, porque a nossa natureza não busca essas coisas. Na verdade para que possamos praticar constantemente o estudo da Bíblia e a oração precisamos lutar contra a nossa natureza carnal.

No versículo 25, Paulo nos apresenta uma segunda característica do atleta que precisamos aplicar à nossa vida espiritual. Ele diz: “E todo aquele que luta, em tudo se domina”. Os atletas gregos quando iam se preparar para uma competição se submetiam a um rigoroso treinamento que durava em média dez meses. Durante este período eles abriam mão de muitas coisas. Eles sacrificavam a convivência com amigos e familiares, não desfrutavam de prazeres nas festas que eram comuns na Grécia. Cuidavam da alimentação, evitando os alimentos que não os ajudariam na preparação para a competição. Os atletas gregos rejeitavam, durante aqueles dez meses, qualquer coisa que não os ajudasse a tornarem-se vencedores.

Assim como eles, nós, os atletas espirituais, precisamos nos dominar em muita coisa se queremos alcançar a coroa. Podemos citar várias das áreas nas quais precisamos exercer o domínio prórpio, que é fruto do Espírito. No namoro, no trabalho, nas relações sociais precisamos dominar nossa inclinação para o erro. Outra área é a alimentação. Há uma dieta ideal que o Senhor deseja que tenhamos e precisamos buscar cada vez mais estar perto do ideal de Deus para nós. Essa dieta está inserida dentro de um estilo de vida que deve ser buscado por cada cristão na face da terra.

Para os gregos o tempo era de dez meses. Para nós também há um tempo: até a volta de Jesus. Muitas vezes o treinamento é rigoroso e acompanhado de sofrimento. Nessas horas devemos pedir ajuda ao treinador Jesus e pensar no prêmio que estamos buscando.

Aliás, não tirar os olhos do prêmio é o grande segredo da vitória na vida espiritual. Os atletas que Paulo cita, corriam, se esforçavam, renunciavam por causa de um prestígio passageiro e de uma coroa de louros que dentro de dias estaria murcha e deveria ser jogada no lixo. Se eles se dedicavam tanto para ganhar coisas passageiras, quanto mais nós que temos a ganhar uma coroa eterna.

Há muitas diferenças entre o prêmio do atleta secular e o nosso prêmio. Nos jogos olímpicos, em cada modalidade, apenas um atleta poderia ser campeão e todos os outros que fizeram esforço equivalente ficavam tristes. Na competição espiritual a disputa não é contra o companheiro do lado, a luta é contra nós mesmos e todos podem ser campeões ao mesmo tempo. Há coroa para todos!

Em Tiago 1:12 lemos:

Bem-aventurado o homem que suporta a provação; porque, depois de aprovado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam.

Apocalipse 2:10 completa esta ideia:

Não temas o que hás de padecer. Eis que o Diabo está para lançar alguns de vós na prisão, para que sejais provados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida.

A nossa luta não é fácil. Jesus nunca prometeu que a preparação do atleta espiritual seria um mar-de-rosas, mas para todos aqueles que forem fiéis, há um prêmio preparado que compensará todo esforço e renúncia feitos neste processo de preparação. [...]

O prêmio da “competição espiritual” é tão maravilhoso que qualquer esforço nosso no processo de preparação se tornará minúsculo  frente a maravilha da coroa da vida. Que o Espírito Santo nos guie na preparação e nos faça campeões espirituais.

Fonte: http://felippeamorim.blogspot.com/

Deixando as sombras para trás

Esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo. Filipenses 3:13, 14

Quando Alexandre, o Grande, tinha 19 anos, foi certa vez assistir a um rodeio com seu pai, Filipe II. E notou que ninguém conseguia montar um dos cavalos. Todos os cavaleiros eram jogados ao chão. Finalmente, Alexandre disse ao pai: “Gostaria de ter sua permissão para montar aquele cavalo. Acho que consigo.”

O pai, embora hesitante, deu-lhe permissão e Alexandre desceu à arena, colocou a mão sobre o elegante garanhão negro, virou-lhe a cabeça na direção do Sol e montou-o. Cavalgou nele em volta do estádio, parou, desmontou e o amarrou num poste. A multidão se pôs em pé para aplaudi-lo.

Quando Alexandre voltou para junto de seu pai, que estava na galeria real, Filipe lhe perguntou: “Filho, como é que você conseguiu fazer isso?” Alexandre respondeu: “Foi simples, pai. Eu apenas virei a cabeça do cavalo para o Sol, de modo que ele não ficasse assustado com minha sombra. Com a sombra atrás dele, o cavalo não ficou com medo de mim.”

Alexandre mais tarde relembrou que seu mestre, Aristóteles, lhe dissera: “Mantenha sempre sua sombra atrás de você, e conquistará o mundo.”

Paulo não era nenhum iniciante quando escreveu a epístola aos Filipenses. Já era idoso e havia alcançado uma experiência espiritual bem mais rica do que a maioria dos cristãos. Mas ainda assim ele reconhecia não ter alcançado a perfeição. E esquecendo-se das coisas passadas, ele mantinha os olhos fitos em seu alvo: Cristo.

Nós também não devemos nos culpar porque ainda não atingimos o alvo. Seremos culpados se não prosseguirmos e nos acomodarmos com as realizações passadas.

Algumas pessoas olham para o Oeste, lamentando o Sol poente. Outros contemplam o nascer do Sol, animados com os primeiros clarões da alvorada. É melhor olhar para a frente, para o caminho que precisamos trilhar, do que olhar para o caminho já percorrido.

Como cristãos, devemos manter as sombras e fracassos do passado atrás de nós e virar o rosto na direção do Sol da Justiça. Os olhos precisam preceder os pés. Se nosso olhar não estiver nEle, os pés se desviarão.

Fonte: CPB

Cair é uma coisa – gostar do chão é completamente outra”

Acabo de contar: nos últimos nove minutos minha filha caiu exatamente cinco vezes! Seu corpo biônico exibiu as mais incríveis manobras antes de “se estabacar tontamente” no chão. Ela cai com a rapidez que se levanta, e beija o piso como fiel amante do rodapé. Inexplicável! Tomba por pegar o que não cabe, tomba por correr mais do que as pernas, tomba ao levantar seus braços pra trás, tomba no meu dedão do pé, tomba se ri demais, tomba sem razão, enfim, é uma bípede com crises bipolares de quadrúpede! Maravilhosamente trôpega.

Temos um trato lá em casa: toda vez que ela se estrebucha no chão fazemos festa como se fosse um salto mortal. O intrigante é que, sempre ao cair, seu olhar volta-se instantaneamente pra nós, observando a reação e acompanhando nossos risos com um sorriso desnorteado de quem tenta entender. Aprendi que o susto é um “estalo perceptivo” – seu cérebro processa a reação alheia entrando no clima de celebração ao sentir-se seguro, ou não. Outro dia ela capotou feio na cozinha e nós parecemos malucos: após o instintivo “ai!” demos um “aííí!”, seguido da sua banguelinha escancarada sob um galo na testa. E ela saiu cambaleando batendo palminhas. Nem aí!

Vem cá, quem sai aplaudindo a própria trupicada no assoalho? Que doido vê graça na própria desgraça? Nós, humanos grandões, aprendemos a jogar soda cáustica pros lados – inclusive pra dentro – quando uma rasteira nos obriga a lamber pó. Aprendemos, ou desaprendemos? Será que minha filha veio com defeito masoquista deliciando-se nos momentos inglórios? Ou nós que amadurecemos defeituosamente hiper valorizando a irrelevância do chão?

Penso que a sabedoria das crianças esfoladas junto da gente revela nossa incompetência em sermos sábios junto delas. Afinal, o sábio aprende olhando pra frente, ao invés de paralisar olhando pra baixo. Fomos feitos pra ir avante, não pra sucumbir na derrota. O problema é cultuarmos as partes esfoladas como troféus da autocomiseração pessoal. Gastamos tempo demais dentro da fossa e tempo de menos vasculhando a saída. Cair – nascemos pra cair! Mas criança aprende a andar só porque seu coração é maior que o corpo, e a vontade, uma força maior que o medo.

Outro dia, alguém procurou Alguém: “Mestre, que faço pra ser feliz?” Era um adulto cansado de cair. Enquanto o luar ascendia um holofote sobre aquele esfolado, a divindade revestia a humanidade pra ensinar a maior lição: “Em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3). Nascer de novo? Ou é uma piada de mau gosto contada à meia-noite, ou a extravagante ordem divina trazendo ao coração o amanhecer de volta. Por quê? É ilógico voltar ao ventre, mas possível zerar a dívida com o chão. O Sábio desconcertou o erudito fazendo-o repensar o impensável: nascer de novo é levantar dos tropeços indo adiante. O segredo é focar a reação do Pai – como minha filha, que depende do “tudo bem, querida, vá em frente, amo você!

Se crêssemos mais no perdão nos importaríamos menos com o canto esfolado.“Se confessarmos nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar de toda injustiça” (1 João 1:9). Deus é especialista em aliviar nossas derrotas, e a reação do Pai orienta a tranquilidade do filho (ou da filha, no meu caso). Fiz a macabra experiência uma vez: um dia, após ela cair, fingi me assustar apavorando-me impaciente. O que ela fez? Não levantou e, colada no piso beijado, fez o biquinho mais constrangido da humanidade. A seguir, chorou feito corneta de carro de pamonha – alto, irritante e infindável. Ela continuará assim: só levantará se eu aprovar animado. Nós seremos sempre assim: superando tudo diante do Criador que perdoa – um perdão entusiasmado com a promessa de paz e a garantia do total esquecimento.

Você se esfolou bastante? Procura um pedaço de chão cativo depois de tanto frequentá-lo? Quer saber? Está na hora de aprender com os aprendizes: depois de cair, acreditar na torcida do pai, deixar o assoalho pra lá e seguir confiante na direção do Céu. Cicatrizes continuam, mas dar domínio a elas é assumir vocação pra derrota. Você não precisa disso, nem eu, nem minha filha.

Da próxima vez que a queda lhe grudar no solo, faça que nem ela:

1. Reconheça a queda. Quanto mais cedo encarar o erro, menos tempo você perderá pra se recompor. Não tema ver-se rapidamente espatifado – será um curto momento de aceitação antes da cura. Crianças, quando caem, giram 360° observando ao redor pra entender o que aconteceu. Que tal parar um instante também? Assuma.

2. Olhe a torcida. O olhar dos pais é mágico. Minha filha até esquece a dor quando enxerga minha torcida. Sei que certos pais não são um exemplo de incentivo a filhos crescidos esfolados, mas, e Deus? Não estaria Ele zilhões de vezes mais encantado com Seus filhos criados à Sua imagem? Acredite! Olhe o Céu pela fé e surpreenda-se com a torcida celestial por você. O Pai estará sempre sorrindo.

3. Menospreze o nível baixo. A mente humana sempre alcança o nível das coisas que observa. É assustador! Olhe demais pro chão e jamais se libertará dele. “Busque as coisas lá do alto” (Colossenses 3:1). Minha filha é cômica: literalmente, ela esnoba o azulejo do piso com tremendo descaso pro que lhe derrubou – e nem quer saber! Ordem divina deve ser levada a sério. Quanto da vida você desperdiça admirando poeira? Chega de inflar o ego das porcarias desprezíveis! Se não tem valor, não pode receber valor. Alguém lhe roubou a paz? Hora de arrancar seu nome da galeria de ilustres de sua memória. Deixa pra lá. Deixa pra lá!!!

4. Força pra levantar! Resignação é insistir até vencer. Seja resignado! Não compactue com a preguiça de mudar de galho. Levantar-se é dar a volta por cima – mesmo que insistam em lhe puxar pra baixo. Não desista no primeiro obstáculo – nem no vigésimo. Uma criança gira, se contorce, rola sobre a fralda, agarra um pé da cadeira, dá cambalhota, e muito mais. Mas, sempre encontra um jeito de se erguer. Sempre! Perseverança não é conseguir na primeira tentativa, quer dizer rechaçar a tentação do “não dá!” Dá, sim! Levante e prove que o chão não é mais forte. Outros aplaudirão.

5. Livre-se do retrovisor. É impossível prosseguir com a cabeça sempre regredindo. Extermine a marcha-ré. Fuja da retro-visão que lhe mantém refém da queda dentro da memória. Toda vez que você voltar o olhar desanimará sua auto-estima. Pra quê reforçar um momento negativo? Que masoquismo é este em prender-se atolado ao que não presta? (Leia “Esvazie a Lixeira” na sessão “eu.mesmo” deste blog.)

6. Siga em frente. Não sei se é defeito de fábrica ou limitação muscular, mas minha filha não olha pra trás. Nunca! Ela sai desenfreada, engatando a quinta marcha, toda vez que levanta de um tombo – e sempre pra frente. Ela está certa. Avançar é condição pra conseguir. Se querer é uma coisa e conquistar é outra, para uni-las só indo adiante.

7. Aprenda com a banguela. Finalmente, crescer é o resultado de aprender. Enquanto assisto aos janelões na sua boca se fechando rapidamente com dentes novinhos, percebo o inevitável: ela está crescendo. Penso quantas lições diárias seu HD-mental recebe com downloads das experiências vividas. Nós também! Cada queda é um convite urgente ao aprendizado. Uma vez visitado o rodapé de perto, aprenda com ele – sem se envergonhar por mais uma aula da vida.

Siga estas sete etapas infantis e você cairá menos, levantando mais. Minha filha acaba de se espatifar novamente sobre um cubo amarelo de Lego. Não está nem aí! Com seu andar desengonçado rebolando numa fralda imensa, suas coxas gordas já sumiram pro outro quarto. Logo ela vai se estabacar de novo e, como deveríamos fazer, levantará na direção certa. Afinal, sua bússola aponta sempre pra frente – independente se é norte ou sul. Quer saber? Chega de ser gente-coruja de asa imobilizada no assoalho. Cair é uma coisa – gostar do chão já é completamente outra. Cuide com isso.

E daí, se o tombo esfolou um pouco? Que venha o próximo.

Fonte: www.paicoruja.eu

Medalha de ouro para todos

Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele. Lucas 10:33

Durante as paraolimpíadas de Seattle, EUA, em que os participantes eram todos deficientes, ocorreu um lindíssimo quadro esculpido por nove atletas com deficiência mental.

Na corrida dos cem metros rasos, um dos garotos tropeçou, caiu e começou a chorar. Os outros, ao ouvirem o choro, pararam. Uma menina com síndrome de Down beijou o colega e disse-lhe: “Pronto, agora vai sarar!”

Em seguida, os nove competidores se deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada, sob a admiração e comoção de todo o estádio, que aplaudia de pé. Em vez de um, todos foram condecorados com uma medalha de ouro.

As competições sempre enaltecem o vencedor, que supera todos os concorrentes. Mas os deficientes dessa paraolimpíada lembraram à humanidade que podemos e devemos ajudar a vencer aqueles que tropeçaram em algum obstáculo na vida, mesmo que isso signifique parar, retroceder, e então avançar juntos, de mãos dadas, para que todos sejam vencedores.

A solidariedade, a compaixão, são virtudes possuídas pelos seguidores de Cristo, O qual, vendo “as multidões, compadeceu-Se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9:36). Ovelhas sem pastor vagueiam em volta do curral confusas, esbarrando umas nas outras porque não sabem para onde ir. Como muitos de nós.

Jesus sentiu compaixão pelas pessoas porque elas estavam sedentas de Deus, mas os líderes espirituais da época, os fariseus, escribas, sacerdotes e saduceus nada tinham para lhes oferecer. Os doutores da lei não ofereciam orientação nem conforto espiritual. Em vez de darem ao povo coragem e esperança para viver, colocavam sobre ele o peso de mil imposições legais. Estavam dando aos homens uma religião que era um fardo.

Diz William Barclay: “Precisamos sempre lembrar-nos de que a religião cristã existe, não para desanimar, mas para dar coragem, não para vergar os homens com encargos, mas para erguê-los nas asas.”

O bom samaritano inclinou-se e ajudou o judeu caído a levantar-se e a prosseguir a carreira até à linha de chegada, onde Cristo espera a todos com a medalha de ouro.

Fonte: CPB, 24/08

Levanta-Te, Senhor, mostra a Tua grandeza

Levanta-Te, Senhor, na Tua indignação, mostra a Tua grandeza contra a fúria dos meus adversários e desperta-Te em meu favor, segundo o juízo que designaste.” Sal. 7:6.
Existem momentos em que literalmente você não sabe para onde ir. Nada dá certo. Parece que tudo e todos estão contra você. Na realidade, vivemos num mundo inimigo. Esta não é uma visão pessimista da vida, e sim a descrição que a própria Bíblia faz deste planeta.

A terra que, antes da queda de Adão e Eva, era generosa e produtiva tornou-se árida. O próprio Criador disse: “Maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo.” Gên. 3:17 e 18.

Essa inimizade não ficou limitada à natureza. Afetou também o relacionamento humano. Caim levantou-se contra Abel e o assassinou. Qual foi a razão? Nenhuma. Inveja, talvez. Ciúme doentio, desejo gratuito de ver o irmão derrotado, não sei. Uma coisa sei, a partir de então os inimigos existem, à espreita da vítima. Você não consegue identificá-los porque estão perto de você. Na vizinhança, no trabalho, na escola e até dentro da própria família.

Evidentemente, Deus não suporta a injustiça, muito menos quando ela é praticada contra um filho Seu. Por que, então, dá a impressão de que o Senhor, às vezes, não Se importa com a sua dor? Por que passam dias, semanas, meses e até anos e Deus permanece, aparentemente, impassível? Por que permitiu que Jó descesse às profundezas do sofrimento, acusado pelo próprio Satanás? Por que deixou que um filho rebelde e ingrato, como Absalão, ou um ser diabólico e malvado, como Saul, perseguissem o Seu ungido Davi?

No texto de hoje, você pode ouvir o clamor do salmista: “Onde estás, Senhor? Levanta-Te na Tua indignação. Não podes permitir que meus inimigos riam de mim. Mostra a Tua grandeza, desperta-Te!”

Acaso Deus dormia? A Bíblia afirma que Deus não dorme nem adormece. Está sempre vigilante. Ele ama você, preocupa-Se com você e está pronto a correr em seu auxílio. Espere, espere um pouco. Lembre-se do fim da história de Jó e de Davi. Fins gloriosos de júbilo e de vitória.

Enquanto esse momento não chega, continue clamando: “Levanta-Te, Senhor, na Tua indignação, mostra a Tua grandeza contra a fúria dos meus adversários e desperta-Te em meu favor, segundo o juízo que designaste.”

Alejandro Bullón

Fonte: http://www.ministeriobullon.com