Alívio na angústia

07-02-2012 by Patrício Darvisson

A Bíblia é um livro espetacular. Nela encontramos mensagens para a maioria das ocasiões pelas quais passamos. Há mensagens para quem está alegre, para quem sente dor física ou emocional, para quem está em pecado ou em desespero.
Também encontramos mensagens para quem está aflito por causa de problemas. Uma das mais maravilhosas é esta: “Entregue os seus problemas ao Senhor, e ele o ajudará; ele nunca deixa que fracasse a pessoa que lhe obedece” (Sal 55:22)[1].

Os problemas recaem sobre todos

Há uma riqueza de mensagens neste pequeno verso bíblico. A primeira que encontramos é que neste mundo sempre enfrentaremos problemas. Mesmo estando ligados a Cristo não nos imunizaremos contra as dificuldades. Justos e injustos sofrem neste planeta como consequência do pecado que habita aqui.
O próprio Cristo nos advertiu: “No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo” [2]. Por isso, não devemos nos revoltar contra Deus por passarmos por problemas, eles não são enviados por Ele, são resultado do pecado que nossos primeiros pais escolheram e, algumas vezes, de nossas próprias escolhas. A consciência de que os problemas virão nos ajudará a enfrentá-los. Portanto, quando as dificuldades chegarem devemos correr para Deus e não para longe dEle.
Na Bíblia temos um exemplo claro de como as situações difíceis atingem até os mais fiéis seguidores de Cristo.  A descrição que a Bíblia faz de Jó é impressionante. Ele era “integro e reto, temente a Deus e se desviava do mal” (Jó 1:1) [3]. Mesmo diante de tal conduta e comunhão ele é o exemplo de um justo que passou por muitas aflições, porém sem abandonar sua fé em Deus.
Se traduzíssemos literalmente a expressão do Salmo 55:22 “entrega os seus problemas”, teríamos a seguinte frase: “joga as tuas cargas”. Talvez esta seja a melhor expressão para a vida de muitos cristãos hoje. Vivem curvados sob cargas pesadas demais que os impedem de prosseguir. O convite de Deus é: Jogue sobre mim, meu filho, suas cargas!

Entregar a quem pode suportar

A psicologia moderna e os livros de autoajuda dão muitas sugestões de como uma pessoa pode se livrar dos seus problemas, mas nenhuma delas é realmente eficaz. Podemos contar nossas dificuldades para nossos irmãos ou mesmo em um consultório, mas somente Deus pode receber nossos problemas de uma forma que alivie o peso em nós.
Nunca deveríamos esquecer-nos do convite divino: “Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso.[4]” (Mt. 11:28)
O convite inspirado é para que entreguemos nossas cargas ao Senhor. A palavra “SENHOR” usada na passagem originadora deste texto é a tradução da palavra hebraica Adonque tem como correspondente grega a palavra Kyrios. Elas são o “título de Deus como dono de tudo o que existe, especialmente daqueles que são seus servos ou escravos” [5].
Analisando por este ângulo conseguimos ver Deus como soberano e cuidador dos seus servos. Ele nos conhece, vê nosso sofrimento e angústia e como dono de tudo tem autoridade e poder para intervir. Por isso que o salmista nos convida à entrega total, porque vamos nos entregar àquele que nos criou e por isso nos conhece profundamente e está muito interessado em nos ajudar.

Promessas aos que se entregam

A primeira promessa do salmo 55:22 para quem entregar os problemas nas mãos de Deus é: “Ele o ajudará”. Está difícil levar os fardos? Estão pesando sobre seus ombros? A promessa divina é: O Deus onipotente ajudará. Que promessa maravilhosa!
Além disso, o salmista completa: “Ele nunca deixará que fracasse”. Esta é uma afirmação que não deixa margem para dúvida. O mesmo Davi afirmou algo parecido em outro salmo: “Fui moço e agora sou velho, mas nunca vi um homem bom abandonado por Deus e nunca vi os seus filhos mendigando comida” [6] (Sal. 37:25). Há vitória garantida para os que se entregam sem reservas nas mãos de Deus.
Com estas promessas cumpridas em nossa vida conseguiremos falar como Ellen White: “Sinto-me tão alegre de que podemos ir a Deus em fé e humildade, e fazer-Lhe súplicas até que nossa alma seja posta em tão íntima relação com Jesus, que podemos depositar nossos fardos a Seus pés, dizendo: “Eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia.” II Tim. 1:12” (Medical Ministry, pág. 203).

A condição

Essas promessas foram feitas para um grupo específico de pessoas. O salmista diz que receberá a ajuda de Deus “a pessoa que lhe obedece”. Obediência aqui tem o sentido de acatar ordem ou orientação. O profeta Jeremias nos ajuda a compreender o que isso significa: “Gostemos ou não dessas ordens, nós obedeceremos ao Senhor, nosso Deus, com quem você vai falar em nosso favor. Se obedecermos ao Senhor, tudo correrá bem para nós” [7] (Jr 42.6). É este tipo de cristão que pode reclamar a ajuda de Deus. Alguém que mesmo contra os seus gostos pessoais está disposto a obedecer às ordens dEle.
No início mencionei a história de Jó e gostaria de retornar a ela agora. Por que ele é um bom exemplo de como o Salmo 55:22 pode se aplicar à vida de um fiel. Ele não desistiu da carreira cristã por causa dos problemas. Não blasfemou contra Deus, pelo contrário, cada vez mais estreitou os seus laços de comunhão com o Pai. O resultado foi que ele recebeu tudo o que havia perdido em dobro e um dia até os filhos terá em dobro, pois certamente os receberá de volta na ressureição dos justos.
Porém a maior vitória de Jó não foram os bens que ele recebeu de volta em dobro. A maior vitória de Jó ele descreveu assim: “antes eu te conhecia só por ouvir falar, mas agora eu te vejo com os meus próprios olhos” [8] (Jó 42:5). Enquanto passava pela aflição, Jó se aproximou de Deus como nunca antes em sua vida. Este será o grande resultado na vida de quem resolver se entregar a Deus completamente, para que Ele carregue os seus fardos: conhecerá a Deus face a face.
Mesmo enquanto estiver passando pelo problema, aquele que decide se entregar em obediência a Jesus pode desfrutar de paz em meio a tempestade. Ellen White expressou muito bem o que isso significa: “Eu não olho para o fim, quanto a toda a felicidade; eu desfruto felicidade enquanto vou caminhando. Não obstante ter provas e aflições, olho fora delas, para Jesus. É nas passagens estreitas, árduas, que Ele está bem ao nosso lado, e podemos comungar com Ele, depor todos os nossos fardos sobre o Carregador de fardos, e dizer: “Eis, Senhor, não posso por mais tempo levar essa carga.” Então Ele nos diz: “O Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve.” Mat. 11:30. Vós o acreditais? Eu o provei. Eu O amo; eu O amo. Vejo nEle encantos incomparáveis. E eu quero louvá-Lo no reino de Deus” (Life Sketches, pág. 292).                        Estás vivendo um momento de aflição? O peso sobre os ombros está impedindo que você prossiga? Você está sem forças? Pois é assim que Deus quer receber você: “Nossa força consiste em levar nossos fardos ao Grande Portador de fardos. Deus confere honras àqueles que a Ele se dirigem dEle pedindo auxílio, crendo com fé que o receberão” (Testemunhos para Ministros, 485). O convite de Deus para você é: “Entregue os seus problemas ao Senhor, e ele o ajudará; ele nunca deixa que fracasse a pessoa que lhe obedece” (Sal 55:22). Faça isso agora.

por: Felipe Amorim


[1]Sociedade Bíblica do Brasil: Nova Tradução Na Linguagem De Hoje. Sociedade Bíblica do Brasil, 2000; 2005, S. Sl 55:22[2]Sociedade Bíblica do Brasil: Nova Tradução Na Linguagem De Hoje. Sociedade Bíblica do Brasil, 2000; 2005, S. Jo 16:33[3] Sociedade Bíblica do Brasil: Almeida Revista e Atualizada. Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.[4]Sociedade Bíblica do Brasil: Nova Tradução Na Linguagem De Hoje. Sociedade Bíblica do Brasil, 2000; 2005, S. Mt 11:28[5]Kaschel, Werner ; Zimmer, Rudi: Dicionário Da Bíblia De Almeida 2ª Ed. Sociedade Bíblica do Brasil, 1999; 2005[6]Sociedade Bíblica do Brasil: Nova Tradução Na Linguagem De Hoje. Sociedade Bíblica do Brasil, 2000; 2005, S. Sl 37:25[7]Sociedade Bíblica do Brasil: Nova Tradução Na Linguagem De Hoje. Sociedade Bíblica do Brasil, 2000; 2005, S. Jr 42:6[8]Sociedade Bíblica do Brasil: Nova Tradução Na Linguagem De Hoje. Sociedade Bíblica do Brasil, 2000; 2005, S. Jó 42:5

Diante do trono no caldeirão: um ensopado insípido

06-02-2012 by Patrício Darvisson

No último sábado, Luciano Huck surpreendeu em seu programa: o global levou a artista gospel Ana Paula Valadão e sua trupe do Diante do Trono. Após o Festival Promessas, ocorrido no dia, parece que o sinal está verde para a participação de artistas gospel na maior emissora nacional. Claro que, se a fé move montanhas, a audiência que tais grupos proporcionam remove quaisquer preconceitos globais.

A Globo dá espaço aos evangélicos como deu ao Axé na década de 1990: por ser novidade e por saber da popularidade que tais grupos têm. Na apresentação, Luciano Huck repetiu que a artista Ana Paula já vendera 7 milhões de discos, quase justificando a presença dela em um ambiente, digamos, mundano.

Valadão não fez de rogada: disse que seu sucesso era resultado da sede por algo diferente, uma sede que Jesus satisfaz. Seria essa a explicação para seu sucesso ou toda mídia por trás da Igreja Batista da Lagoinha, denominação que promoveu a artista? O uso de ritmos populares e jargões cúlticos nos shows de Ana Paula também se acham em sintonia com as crenças neo-pentecostais, movimento que só cresce no Brasil. Se o Jesus da teologia da prosperidade, da “unção de leão”, dos milagres suspeitos e da “marcha para Jesus” é o mesmo que encontramos no Evangelho, aí já é outra história.

Eu creio que talvez esse Jesus, que faz tanto sucesso, seja incompatível com aquele da Bíblia; afinal, ele não possibilita uma transformação tão efetiva, nem um compromisso com a Verdade – afinal, mais do que nunca, a ignorância em relação à Bíblia é aterradora no meio evangélico. Os pastores promovem um verdadeiro “coronelismo da fé”, declarando-se autoridade máxima, inquestionável. Estudar a Bíblia mesmo, o que levaria alguém a se saciar com a água que Cristo oferece (Jo 4:10, 13-14), isso se vê muito pouco. Os evangélicos, triste constatação, vivem mais de suas experiências fantásticas, do “louvorzão”, da profecia dita pelo servo escolhido e das unções, do que da palavra eterna do Deus vivo.

Também não creio que o Jesus que está presente nos shows gospel seja indispensável; ouso dizer que os próprios evangélicos acreditam que ele não faça tanta diferença. Um exemplo? Luciano Huck disse que seu programa é aberto a todas as crenças e cores e que a sua própria família seria assim: ele, judeu, sua esposa, a apresentadora Angélica, católica e sua sogra, evangélica. Ele ainda prosseguiu, afirmando que o Brasil é assim, ao que Ana Paula endossou, dizendo que todos tem que ter seu espaço. E a soberania de Jesus, como fica? Foi um momento de mal disfarçado ecumenismo, diálogo de quem não tem muita convicção naquilo que crê. Um evangelho assim tão insípido deve continuar aparecendo bastante na televisão – afinal, ele não incomoda ninguém mesmo.

Douglas Reis

Fonte: OutraLeitura

Sim, o Sábado é só para os judeus!

23-01-2012 by Patrício Darvisson
Certamente que já ouviu esta afirmação repetidas vezes: “O Sábado(1) era (ou é) só para os Judeus”! Pois bem, durante muitos anos tentei contra-argumentar esta afirmação, sem nunca me ter apercebido de que ela é, de facto… verdadeira!
Não, não pense que mudei de atitude relativamente ao Sábado! Continuo a considerá-lo, como sempre o considerei, e agora mais do que nunca, como sendo o verdadeiro dia de repouso para os cristãos, um dia que foi instituído na Criação pelo próprio Criador e que faz parte integrante da Lei fundamental (a Constituição) do Universo – os Dez Mandamentos.
Mas mudei, isso sim, de atitude, relativamente à compreensão que tinha da verdadeira identidade bíblica do povo de Israel!
O povo de Israel na teologia bíblica
É fulcral, para compreendermos quem é verdadeiramente o povo de Israel, que conheçamos bem a génese desse nome e desse povo. A primeira vez que o nome “Israel” aparece mencionado na Bíblia é no texto de Génesis 32:28. Nestas palavras: “Então, disse: Já não te chamarás Jacó, e sim Israel(2), pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste”.
O contexto em que o nome “Israel” aparece então, pela primeira vez, na Bíblia, é quando Jacó lutou com “um homem” (v. 24), que o próprio Jacó veio a reconhecer tratar-se de Deus: “Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva” (v. 30). Esta luta de Jacó com Deus resultou na sua salvação! Jacó era agora, pela primeira vez na sua vida, um homem verdadeiramente convertido! Tinha passado pela experiência do novo nascimento! E Deus quis dar um “rosto” visível à mudança radical ocorrida na vida daquele homem enganador(3), mudando-lhe o seu nome(4) para Israel(5). Associado ao novo nome havia um novo caráter, uma “nova criatura”(6). Por conseguinte, este nome tem um profundo significado espiritual. Por outras palavras, revela que, o homem “Jacó” era agora um “Israel” espiritual(7).
Israel teve 12 filhos “que entraram com Jacó no Egito” (Êxodo 1:1-5). Um filho, chamado José, teve vários sonhos (Génesis 37:5-10). Os filhos de Israel multiplicaram-se no Egito e foram forçados à escravidão até ao tempo de Moisés. Então Deus disse a Moisés, “Dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é Meu filho, Meu primogénito. Digo-te, pois: deixa ir Meu filho, para que Me sirva; mas, se recusares deixá-lo ir, eis que Eu matarei teu filho, teu primogénito” (Êxodo 4:22-23).
Aqui é-nos apresentado um importante desenvolvimento no pensamento bíblico. O nome “Israel” é agora expandido – não mais se refere unicamente a Jacó, mas também aos seus descendentes. A nação é agora chamada “Israel”. Assim sendo, o nome “Israel” foi primeiramente aplicado a um homem vitorioso, a seguir a um povo.
Era desejo de Deus que esta nova nação de Israel pudesse ser igualmente vitoriosa como foi Jacó, através do exercício de uma fé nEle. Deus apelidou esta nova nação de Israel “Meu filho, Meu primogénito”. Israel foi chamado “uma videira” que Deus trouxe “do Egito” (Salmo 80:8). Deus disse, “Mas tu, ó Israel, servo Meu, tu, Jacó, a quem elegi, descendente de Abraão, Meu amigo” (Isaías 41:8). Deus também se referiu ao “Meu servo Jacó” e a “Israel, Meu escolhido” (Isaías 45:4).
Por volta do ano 800 a.C., o Senhor disse, através do Seu profeta Oseias: “Quando Israelera menino, Eu o amei; e do Egito chamei o Meu filho” (Oseias 11:1). Por este tempo a nação de Israel, que Deus amou, tinha falhado em viver à altura do significado espiritual do seu próprio nome. Não tinha vivido vitoriosamente como um “príncipe de Deus”. Por isso Deus tristemente declarou: “Quanto mais Eu os chamava, tanto mais se iam da Minha presença; sacrificavam a baalins e queimavam incenso às imagens de escultura” (Oseias 11:2)(8).
Aproximadamente 800 anos após o tempo do profeta Oseias, “a plenitude do tempo” (Gálatas 4:4) chegou! Então, Jesus nasceu “em Belém da Judeia, em dias do rei Herodes” (Mateus 2:1). Porque o rei Herodes se sentiu ameaçado por este recém-nascido poder vir a ser um rival ao seu trono, “mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo” (Mateus 2:16). Porém Deus tinha avisado antecipadamente a José acerca desse morticínio: “Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e a sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que Eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar” (v. 13). Por isso “dispondo-se ele, tomou de noite o menino e a sua mãe e partiu para o Egito” (v. 14).
O versículo 15 é como uma “bomba atómica” nas suas implicações proféticas. Sob a inspiração do Espírito Santo, Mateus escreveu que José, Maria e Jesus ficaram no Egito “até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta: do Egito chamei o Meu Filho.”
Apercebeu-se verdadeiramente do que acabou de ler? Mateus está a citar Oseias 11:1, cujo texto, no seu contexto histórico, referia-se à nação de Israel, chamada a sair do Egito no tempo de Moisés. Contudo, aqui, o autor evangélico pega nesse texto de Oseias e declara-o “cumprido” em Jesus Cristo!
Lembre-se disto: a primeira vez que o nome “Israel” é usado na Bíblia, é um nome espiritual dado a um homem cujo nome era Jacó (Génesis 32:28). Este nome está intrinsecamente ligado à vitória espiritual de Jacó. Significa “príncipe de Deus”. Mesmo assim, no início do Novo Testamento este mesmo nome começa por ser aplicado a um Homem, o Vitorioso, Jesus Cristo, o Príncipe de Deus.
Existem paralelismos incríveis entre a história de Israel e a história de Jesus Cristo.
a) Na história hebraica, um jovem de nome José, que teve sonhos, foi para o Egito; no Novo Testamento encontramos outro José que teve sonhos e que foi para o Egito.
b) Quando Deus chamou Israel a sair do Egito, Ele chamou a essa nação “Meu filho” (Êxodo 4:22); quando Jesus saiu do Egito, Deus disse “do Egito chamei o Meu Filho” (Mateus 2:15).
c) Quando a nação de Israel saiu do Egito, o povo passou através do Mar Vermelho. Eles foram “todos batizados… no mar” (1 Coríntios 10:2); no terceiro capítulo de Mateus, lemos que Jesus foi batizado no rio Jordão para “cumprir toda a justiça” (v. 15). Então o Pai chamou a Jesus “o Meu Filho amado” (v. 17).
d) Após os israelitas terem passado pelo mar Vermelho, eles passaram 40 anos no deserto; imediatamente após ter sido batizado no rio Jordão, “foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto” por “quarenta dias” (Mateus 4:1, 2). No fim dos 40 dias, Jesus resistiu às tentações do diabo citando três passagens das Escrituras, todas do livro de Deuteronómio, o mesmo livro que Deus deu a Israel no final dos seus 40 anos no deserto!
Qual é o significado de tudo isto? O significado é este: no livro de Mateus, Jesus está a repetir a história de Israel, ponto por ponto, e a vencer onde eles falharam. Ele está a tornar-se o novo Israel, o Príncipe de Deus, o Homem vitorioso que vence todo o pecado(9).
Assim sendo descobrimos que, no Novo Testamento, o que originalmente se aplicava à nação de Israel é agora aplicado a Jesus Cristo. Ele é o “descendente” de Abraão (Gálatas 3:16). Por conseguinte, Jesus Cristo é Israel!
Mas há mais. Nos livros de Génesis e Êxodo, o nome “Israel” não apenas se refere a um homem vitorioso, a Jacó, mas também aos seus descendentes, que se tornaram Israel. O mesmo princípio é-nos revelado no Novo Testamento. Logo após Paulo ter dito de Jesus que Ele é o “descendente”(10) de Abraão, ele escreveu aos seus conversos gentios: “E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gálatas 3:29). Por conseguinte, no Novo Testamento, o nome “Israel” não apenas se aplica ao Homem vitorioso, o verdadeiro Descendente, Jesus Cristo, mas também a todos aqueles que estão em Cristo. Os crentes em Jesus tornam-se parte do “descendente”. Por outras palavras, os verdadeiros cristãos são agora o Israel espiritual de Deus!
Contudo, se bem que seja verdade que os verdadeiros crentes em Deus formam agora o verdadeiro Israel, o mesmo era verdade nos tempos da nação de Israel. É por essa razão que, quando Jesus encontrou Natanael, lhe disse “Eis um verdadeiro israelita, em quem não há dolo!” (João 1:47). Se para Jesus há verdadeiros israelitas, então é porque também haverá certamente falsos israelitas! Isso ficou claramente demonstrado num diálogo que Jesus teve com alguns judeus.
Apesar do evangelista João nos dizer que “muitos creram nEle” (João 8:30), alguns desses que “creram” nEle não gostaram nada de ouvir Jesus dizer-lhes “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (v. 32). “Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres?” (v. 33). Ao que Jesus lhes replicou: “Bem sei que sois descendência de Abraão; contudo, procurais matar-Me, porque a Minha palavra não está em vós. Eu falo das coisas que vi junto de Meu Pai; vós, porém, fazeis o que vistes em vosso pai” (v. 37-38).
Então, lhe responderam: Nosso pai é Abraão. Disse-lhes Jesus: Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão. Mas agora procurais matar-Me, a Mim que vos tenho falado a verdade que ouvi de Deus; assim não procedeu Abraão. Vós fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe eles: Nós não somos bastardos; temos um pai, que é Deus. Replicou-lhes Jesus: Se Deus fosse, de facto, vosso pai, certamente, Me havíeis de amar; porque Eu vim de Deus e aqui estou; pois não vim de Mim mesmo, mas Ele Me enviou. Qual a razão por que não compreendeis a Minha linguagem? É porque sois incapazes de ouvir a Minha palavra. Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. Mas, porque Eu digo a verdade, não Me credes. Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não Me dais ouvidos, porque não sois de Deus” (v. 39-45, 47).
Pergunto: estes judeus, da “descendência de Abraão”, com quem Jesus dialogou, eram eles verdadeiros israelitas como Natanael o era? Claro que não! Segundo o próprio Jesus eles não eram filhos de Deus mas eram, isso sim, filhos do diabo! Ou seja, não eram “príncipes com/de Deus”, isto é, israelitas (no verdadeiro sentido da palavra).
O apóstolo Paulo não podia ser mais claro e convincente quando escreveu estas palavras: “Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne. Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus.” “E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porquenem todos os de Israel são, de fato, israelitas; nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência. Isto é,estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa” (Romanos 2:28-29; 9:6-8).
Concluindo: ser-se “israelita”, na plena aceção bíblica do termo, tem, por conseguinte, e como já vimos, um significado espiritual – ser “príncipe de Deus” – e não meramente um significado étnico e/ou racial. Quando Paulo se referiu aos descendentes étnicos de Abraão, disse que “são israelitas” “segundo a carne” (Romanos 9: 4, 3). Quando o mesmo Paulo se referiu aos descendentes espirituais de Abraão, falou no “Israel de Deus” (Gálatas 6:16). Todas as promessas de Deus se cumprem no “Israel de Deus”, mas não no Israel “segundo a carne”.
O Sábado – verdadeiro sinal ecuménico que reúne o Israel de Deus
No passado, Deus falou assim, através de Moisés: “Disse mais o Senhor a Moisés: Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os Meus Sábados; pois é sinal entre Mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica. Portanto, guardareis o sábado, porque é santo para vós outros; aquele que o profanar morrerá; pois qualquer que nele fizer alguma obra será eliminado do meio do seu povo. Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o Sábado do repouso solene, santo ao Senhor; qualquer que no dia do Sábado fizer alguma obra morrerá. Pelo que osfilhos de Israel guardarão o Sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações. Entre Mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento” (Êxodo 31:12-17).
A que “filhos de Israel” dirigiu o Senhor estas palavras? Aos que mantêm uma relação espiritual com Ele, ou aos que são “incapazes de ouvir a [Sua] Palavra” (João 8:43)?
Certa vez Jesus afirmou: “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a Mim Me convém conduzi-las; elas ouvirão a Minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor” (João 10:16). Essas “outras ovelhas” que ainda pertencem a outros apriscos sãoisraelitas espirituais que ainda estão dispersos e, por conseguinte, ainda não estão congregados no “Israel de Deus” (Gálatas 6:16).
Rute, apesar de ser de nacionalidade moabita e de praticar, seguramente, a religião dos seus pais e conterrâneos, era uma verdadeira israelita, porque quando a voz de Deus se fez ouvir na sua consciência, ela disse à sua sogra, “Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (Rute 1:16). Esta mulher converteu-se ao Deus de Israel e passou a ser uma israelita integrada no seio do povo de Deus.
Quando, no final dos tempos, o apelo “Retirai-vos dela [Babilónia], povo Meu” (Apocalipse 18:4) se fizer mais forte do que nunca, os verdadeiros israelitas que ainda estão na Babilónia espiritual ouvirão a voz do seu Salvador e Senhor e juntar-se-ão aos outros israelitas genuínos, ao passo que os falsos israelitas que estão no seio do povo de Deus sairão para Babilónia(11). Haverá uma “migração” nos dois sentidos!
E que sinal visível da lealdade a Cristo será então visto e que será a caraterística comum a todos os israelitas e o elemento que os aglutinou a todos? Pois bem, nada mais, nada menos do que o respeito pelo Sábado do Senhor, pois este foi, é e será “entre [Deus] e os filhos de Israel”, não só um “sinal para sempre” (Êxodo 31:17), mas igualmente um sinal que os identifica como sendo povo de Deus: “Também lhes dei os Meus Sábados, para servirem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica.” “Santificai os Meus Sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu sou o Senhor, vosso Deus” (Ezequiel 20:12, 20).
Sim, o Sábado é só para os Judeus – para os israelitas espirituais, aqueles que ouvem a voz do Bom Pastor, Jesus Cristo, e que, por isso mesmo, obedecem a todos os Seus mandamentos, incluindo aquele que o próprio Senhor identificou como sendo um “sinal” entre Ele e o Seu povo.
(1) O Sábado, visto como um dia sagrado de repouso e comunhão com o Criador e Redentor.
(2) Todos os negritos que aparecem nas passagens bíblicas deste artigo, foram acrescentados.
(3) O nome “Jacó” significa “Suplantador” ou “Enganador” (ver Génesis 27:36). Literalmente significa “aquele que toma o calcanhar” (ver Génesis 25:26)
(4) O nome de uma pessoa refletia, normalmente, um ou o traço especial de caráter dessa pessoa.
(5) O nome “Israel” significa literalmente “príncipe com/de Deus”.
(6) Expressão utilizada pelo apóstolo Paulo em 2 Coríntios 5:17 e em Gálatas 6:15.
(7) Steve Wohlberg, Exploding the Israel Deception, Amazing Discoveries: Forth Worth, Texas, 2000, pág. 16.
(8) Idem, págs. 17-18.
(9) Idem, págs. 19-21.
(10) “Descendente”, ou “descendência” (“posteridade”) ou “semente”.
(11) Ver 1 João 2:19.

por: Pastor Paulo Cordeiro

Fonte: Nisto Cremos

O Uso de Jóias na Bíblia – Estudo Bíblico Indutivo

by Patrício Darvisson

1. O que Deus pediu para o povo tirar para Ele não destruí-los? Ex. 33:4 e 5
2. O que o povo de Deus fez após ouvir a ordem de Deus no monte Horebe? Ex. 33:6
3. No dia do juízo, o que Deus pretende remover dos costumes seculares? Isa. 3:18-23
4. O que não deve ser usado como adorno ou enfeite exterior? I Ped. 3:3 e 4
5. Como devem ser vestir e enfeitar as mulheres? I Tim. 2:9 e 10
6. Compare as mulheres simbólicas que representam a noiva de Cristo (Igreja) e observe o uso de atavios/jóias como símbolo de rebeldia. Apoc. 12:1 e 17:4

Preparado por Yuri Ravem.

Fonte: Nisto Cremos

A Chegada será compensadora

by Patrício Darvisson

Prepare-se para o fim

by Patrício Darvisson

Lucy: “Eu não me preocupo mais com o fim do mundo.”

Lucy: “Conforme eu calculo, o mundo não pode acabar hoje porque já é amanhã em alguma outra parte do mundo!”

Lucy: “Não é isso uma teoria confortadora?”

Charlie Brown [murmurando]: “Eu nunca me senti tão confortável em toda a minha vida!”

Nota: Ao racionalizar a questão do fim do mundo, Lucy deixa escapar o real problema da humanidade – fruto da incredulidade: preocupar-se só com o hoje (interesses seculares) e esquecer-se do amanhã (interesses espirituais).

“Assim, vocês também precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam” (Mt 24:44, NVI).

(Minuto Profético)

Falsos Pastores e Suas Igrejas Infernais

19-01-2012 by Patrício Darvisson

Assista esse vídeo maravilhoso em espírito de oração.

Como Decidir Entre o Certo e o Certo?

12-01-2012 by Patrício Darvisson

PREGAO~1

Acho que todos nós, em algum momento, já passamos por uma situação assim, onde duas coisas que queremos muito são boas e certas. Nestes casos o que devemos fazer? Qual é a melhor opção? Existe alguma dica para casos assim? Eu penso que sim!
Um dia destes, andando em um shopping fui ao lugar onde homens gostam de ir e ficar por um bom tempo. A livraria. Ali descobri um livro com um título interessante: “Como decidir entre o certo e o certo”. Não precisei pensar duas vezes. Fui logo comprando o livro. Gostei do prefácio, mas até hoje, enquanto escrevo estas linhas, não li o livro. Tinha e ainda tenho outras prioridades em leitura. O dia dele vai chegar, quando chegar confirmo se o livro é mesmo bom assim.
Mas quero voltar a questão usando este exemplo. Por que li outros livros e não especificamente este? Seria errado ler este e não os outros? Vamos simplificar a questão. Por exemplo: Ir a pé para escola ou de bicicleta? Moralmente, neste caso, não há princípios em questão. Deus pode cuidar de mim, andando de bicicleta na ciclovia ou cuidar de mim indo a pé para a Escola. Como então decidir? Será que questões assim tanto faz? Comer lasanha ou macarrão no domingo tem diferença? Ter um celular preto ou branco pode determinar algo na minha vida?
Sempre achei complicado escolher entre duas coisas boas. Nunca sei se fiz a escolha certa. Um dia entendi que, talvez, eu estivesse querendo saber além da minha capacidade. Nunca saberei se acertei em ir por um caminho e não por outro. Por uma questão óbvia, nunca saberei o que teria acontecido comigo caso tivesse ido pelo outro lugar!
Assim acho que a única maneira de decidir entre duas coisas certas é orar. Isto mesmo, Deus sabe todas as coisas e é Ele quem pode nos orientar quanto as escolhas desta vida! É claro que Deus nos deu racionalidade e liberdade para escolher, mas querer escolher o que Deus escolheria me parece uma boa decisão nas horas de indecisões. E então? Já aprendeu a decidir entre o certo e o certo? Legal, por isso joelho no chão e vamos orar! Bom dia!

por Elena Melo

Fonte: Está Escrito

Razões Pelas Quais Sua Oração não é Respondida

by Patrício Darvisson

SEJA PROFISSIONAL NO MUNDO DOS NEGÓCIOS SERVINDO A DEUS

09-01-2012 by Patrício Darvisson

INTRODUÇÃO: Texto bíblico principal: I Reis 18:1-161.

Nem sempre é fácil ser profissional cristão nos dias atuais:Obadias tem muito a nos ensinar, pois enfrentou fortes conspirações contra sua convicção exercendo função de mordomo (administrador) do palácio do perverso rei Acabe e sua esposa Jezabel (assassina de fieis a Deus).

2. Nem sempre um cristão consegue exercer com integridade sua profissão: Obadias precisou ser muitos sábio e depender muito de Deus para permanecer fiel na política.

3. Nem sempre um cristão ficará sem desafios caso deseja servir a Deus corretamente: É por esse motivo que a Bíblia deixa exemplos e orientações para que o cristão permaneça fiel a Deus no mundo dos negócios.
I. EM UM AMBIENTE HOSTIL DEIXE DEUS MOLDAR O TEU CARÁTER – I Reis 18:3, 9, 121.

Não se impressiona os incrédulos sendo iguais a eles: Vivendo de forma íntegra no ambiente de trabalho os colegas incrédulos podem não gostar, mas, no fundo, eles respeitam. Acabe respeitou Obadias, não o demitiu, reconheceu nele habilidades dignas do alto cargo.

2. Não se devem alterar os padrões divinos para atrair os pecadores: Com um comportamento exemplar, fugindo das paixões carnais, mais cedo ou mais tarde os incrédulos irão glorificar a Deus (I Pedro 2:11-12).

3. É possível ser firme com a graça e o poder de Deus em meio à hostilidade: É possível ser cristão e refletir santidade num ambiente hostil sem se afastar do trabalho e dos incrédulos. Oxalá você aprenda com Obadias!

II. EM UM AMBIENTE CORRUPTO VIVA COM SABEDORIA DIVINA – I Reis 18:1-6, 161.

Nunca deu resultado positivo a ligação da política com a religião: O casamento de Acabe com Jezabel foi a união política e religiosa que levou a nação de Israel ao caos, seca e miséria. Houve oposição, opressão e perseguição aos fieis (versos 4, 10), mas Obadias não cedeu (versos 12-13).

2. Nunca a vida tornou-se fácil quando a religião dominou a política: Jezabel mandava em Acabe. A religião estava acima da política. Sempre que a religião é pervertida os sinceros precisaram mais de Deus. Nesse momento a sabedoria terrena é insuficiente, por isso Deus promete a sabedoria do Céu (Tiago 1:2-5).

3. É possível vencer a opressão confiando na sabedoria divina:Obadias sabiamente pregou através da conduta mais do que com palavras. Como servir a Deus era muito arriscado ao lado dos opositores, ele não se afastou deles, mas também não os provocou.
III. EM UM AMBIENTE SECULAR PERMITA QUE DEUS CUIDE DOS RESULTADOS – I Reis 18:13-161. Jamais Deus negligencia o cuidado de Seus servos: O cuidado de Deus nem sempre implica em livrar das pressões e provações, mas conduzir a vida por meio delas rumo a vitória.

2. Jamais Deus abandona Seus servos na hora do perigo: Muitos dos servos de Deus até morreram por causa de sua integridade, mas morrer em Cristo significa vitória e não derrota (Apocalipse 2:10; 3:21). No Céu haverá muitos mártires porque não negaram Àquele que deu a vida numa cruenta cruz.

3. É possível Deus escolher pessoas em cargos elevados que façam a diferença num ambiente secular: Deus usa cristãos em posições-chave na sociedade secular a fim de cumprir um nobre propósito. Em meio à fome, seca e miséria, Obadias escondeu e sustentou a cem profetas de Deus por três anos e meio quando Jezabel mandou matar a todos eles, e teve êxito.

CONCLUSÃO:

1. Deus usa as dificuldades do cristão para alcançar um nobre propósito: Onde não há desafios, não há necessidade da intervenção divina. Quando não há batalha contra o mal, não ocorrem vitórias espirituais.

2. Deus usa de forma especial aqueles que se submetem à sabedoria do Céu: Não são de pessoas demasiado agressivas, desafiadoras, bombásticas e ofensivas que Deus precisa, mas de mansos e humildes de coração como Obadias, que teme muito ao Senhor.

3. Deus usa pessoas que se consagram para ter coragem de enfrentar desafios de maneira equilibrada: As atitudes incorretas podem tirar o cristão de onde Deus o colocou. Independente do cargo que ocupa, quem se consagra a Deus para viver equilibradamente, fará grandes coisas em benefício de Sua obra na terra.
APELO:

1. Consagre-se diariamente a Deus a fim de que sejas influenciado por Ele e não pelo ambiente de trabalho.

2. Consagre-se diuturnamente a Deus a fim de receberes sabedoria no trabalho para enfrentar as pressões hostis, corruptas e seculares sem perder a integridade.

3. Consagre-se inteiramente a Deus a fim de obteres força e proteção divina para vencer os desafios e opressões da profissão e cumprir o propósito de Deus.

Pr. Heber Toth Armí

Fonte: Portal Bíblico

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