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18/06/2017 10h21 - Atualizado em 19/06/2017 00h09
Base do Hospital de Barretos será inaugurada nesta segunda em Lagarto
Empresário paulista falou com Jozailto Lima sobre a decisão de contemplar o município e a região.

Jozailto Lima - jlpolitica.com.br
5 Comentários  


"Fui visitar a origem da minha família paterna, que eu não conheci, e me surpreendi pela ação da minha bisavó Anna Hora Prata, que tem um viés humanista e que eu achei que viesse do meu avô Ranulpho Prata"

Em 40 anos, o Hospital do Câncer de Barretos - HCB - se fez uma instituição de excelência no enfrentamento a esta patologia no Brasil. É uma espécie de Sírio-Libanês, com uma relevante diferença: atende aos pobres, via Sistema Único de Saúde - SUS.

E na matriz do HCB, está Sergipe: o fundador dele, em 1967, o médico Paulo Prata, que tem origens em Lagarto, onde este hospital plantará raízes a partir desta segunda-feira, 19 de junho.

Por uma decisão do filho de Paulo Prata, Henrique Prata, 64 anos, presidente do HCB, a cidade receberá uma espécie de sucursal que virá acompanhada de um caminhão ambulatorial ambulante. Seguramente, um gesto que ampliará os 165 mil atendimentos de pacientes por ano.

O denominação da instituição em Lagarto levará o nome da bisavó de Henrique Prata, Anna Hora Prata, uma simãodiense de atitude. "A minha bisavó fundou, em Simão Dias, uma Casa de Misericórdia em 1846", diz ele. Foi a partir da pesquisa pela suas origens que Henrique decidiu que deveria chegar até Sergipe com o HCB e que seria por Lagarto.

Fazendeiro, tocador do agronegócio, sem formação acadêmica, Henrique Prata se afeiçoou pelo projeto de saúde pública deixado pelo pai, falecido em 1997, e toca-o com profundo esmero. Mas não sem um tanto assim de desilusão pela forma pouco solidária como poder público encara a instituição que dirige e, de forma geral, o câncer no país.

"Estudos de países desenvolvidos, que pesquisam o câncer, apontam que, em 2050, 50% da população mundial morrerão com câncer. O país não tem um projeto voltado para esta patologia", diz ele.

Mais do que isso. "Aqui no Brasil sou punido por fazer um tratamento como esse, complexo e de alto custo. Diria que sou severamente punido por fazer isso de forma amplamente honesta. A direção política do país é contrária a isso", avisa.

A reanexação de Henrique Prata às origens sergipanas tem uma ajuda substancial do senador Eduardo Amorim, que começou a fazer a aproximação dele com os lagartenses. Ele é separado e tem três filhos. Veja detalhes da entrevista concedida ao JLPolítica.

JLPolítica - Qual o modelo dessa expansão que o senhor está trazendo para Sergipe?
Henrique Prata - É o mesmo modelo que temos em diversos locais do País, que consiste no diagnóstico e na prevenção do câncer. É um Centro de Diagnóstico e Prevenção.

JLPolítica - O senhor pretende ter uma sede aqui ou apenas a unidade móvel?
HP - As duas coisas. Teremos um espaço para complementar a atuação do caminhão, com exames, biópsia, colher material. Nós reformamos uma espécie de ambulatório para poder captar essa demanda e complementar os exames.O que puder ser resolvido aí, será. O que não, traremos a Barretos.

JLPolítica - Essa ação tem um tempo para permanecer em Sergipe ou é em definitivo?
HP - É um projeto definitivo. Um projeto que foi implantado com a parceria com o Instituto Avon, e a manutenção será com 30% do faturamento do Sistema Único de Saúde - SUS - e o restante, os 70%, a partir de emendas parlamentares. Todos os nossos projetos são custeados dessa forma. Para que deputados possam valorizar a possibilidade de cura do câncer.

JLPolítica - Qual o significado do HCB hoje no tratamento do câncer?
HP - Nosso projeto hoje é o maior da América Latina. São 15 mil novos casos de câncer por ano. A média dos nossos serviços é em torno de 8,9 mil. É um projeto reconhecido internacionalmente pela gestão e pela qualidade dele.

JLPolítica - O senhor considera o HCB nascido em 1962 ou 1967?
HP - Foi em 1962 como hospital geral e em 1967, como especializado em câncer. Então, é um centro com esta configuração desde 67.

"Teremos um espaço
para complementar a
atuação do caminhão,
com exames, biópsia,
colher material. Nós
reformamos uma espécie
de ambulatório para
poder captar essa
demanda e complementar
os exames"

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JLPolítica - Qual a dimensão do câncer hoje no Brasil? Qual o grau dele no campo da saúde pública?
HP - No Brasil, o câncer é a segunda causa de morte no campo das doenças. Mas o problema é que o país não tem um projeto voltado para esta patologia. Estudos de países desenvolvidos, que pesquisam o câncer, apontam que, em 2050, 50% da população mundial morrerão com câncer.

JLPolítica - A visão do Estado brasileiro perante o câncer está à altura da doença?
HP - Não. É atrasada. Retrógrada. Porque o Governo não priorizou, não prioriza e não tem projeto para o enfrentamento ao câncer. O Governo Federal, nos últimos 30 anos, tem é serviços meia-boca. Mais ou menos. Então não existe política para câncer em nenhuma dimensão. Você cria um projeto de tratamento de câncer e é punido, porque custa caro e o Governo não quer dar dinheiro para isso. Até que o presidente Michel Temer, especialmente comigo, tem apoiado esse tipo de projeto.

JLPolítica - Paulo Prata e Scylas Duarte Prata, seus pais, são vivos ainda?
HP - Minha mãe é viva. Meu pai morreu em 1997 - há 20 anos, portanto.

JLPolítica - Qual são as raízes do médico Paulo Prata em Sergipe?
HP - Eles são de Lagarto. A minha bisavó fundou, em Simão Dias, uma Casa de Misericórdia, em 1846.

JLPolítica - O doutor Paulo Prata foi nascido em Lagarto?
HP - Não. Em Lagarto, nasceu o meu avô Ranulpho Prata.

"(A visão do Estado) é atrasada.
Retrógrada. Porque o Governo
não priorizou, não prioriza
e não tem projeto para
o enfrentamento ao câncer.
O Governo Federal, nos
últimos 30 anos, tem
é serviços meia-boca"

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JLPolítica - Por que o senhor resolveu fazer uma extensão do HCB em Lagarto?
HP - Fui visitar a origem da minha família paterna, que eu não conheci, e me surpreendi pela ação da minha bisavó Anna Hora Prata, que tem um viés humanista e que eu achei que viesse do meu avô Ranulpho Prata. Quando fui visitar o Sul de Sergipe, já fui com esse objetivo.

JLPolítica - É o primeiro no Nordeste?
HP - Não, porque já temos um projeto como esse em Juazeiro, na Bahia, há mais ou menos oito anos, e eu queria expandir. No Norte, já temos essa ação. E meu pai me pediu que eu olhasse também para o Nordeste, porque o povo é muito sofrido.

JLPolítica - Qual é o conhecimento que o senhor tem desta região?
HP - Eu já conhecia alguma coisa da região por causa da parceria que tenho com a cantora Ivete Sangalo, e agora, por causa da visão da origem do meu avô. E aí decidi realizar essa expansão no município de Lagarto. E lá a clínica terá o nome dela, da minha bisavó.

JLPolítica - O que o senhor pensa para este projeto?
HP - Quero que esse projeto traga resultados. Que desperte a consciência dos deputados para a destinação de emendas impositivas para a saúde pública, e a melhor forma foi vender essa ideia para o senador Eduardo Amorim. O investimento eu consegui. Mas para o custeio ainda precisamos de parcerias. Para esse projeto e para possíveis outros.

JLPolítica - Qual o investimento do que vai acontecer em Lagarto?
HP - Esse projeto teve investimento, em equipamento e todo o resto, como o caminhão, de quase R$ 3,5 milhões.

JLPolítica - Quantas unidades fora de Barretos o HCB tem no Brasil hoje?
HP - São cerca de 20 iguais a essa que será inaugurada em Lagarto.

Fui visitar a origem da
minha família paterna,
que eu não conheci,
e me surpreendi pela
ação da minha bisavó
Anna Hora Prata, que
tem um viés humanista
e que eu achei que
viesse do meu avô
Ranulpho Prata"

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JLPolítica - O senhor acha que um Estado como Sergipe, com 2,3 milhões de habitantes, comporta um hospital de câncer?
HP - Ah, sim. Há muitos anos Sergipe já comportaria um hospital do câncer. A população sofre muito para migrar para centros distantes. E a cada população de um milhão de habitantes já merece um centro completo na área de oncologia.

JLPolítica - O senhor o administra sozinho ou tem parentes que ajudam?
HP - Só eu sozinho.

JLPolítica - É significativo fazer um trabalho desse em favor da oncologia? O senhor tem tido reconhecimento?
HP - É, mas há problemas com o reconhecimento. Porque o reconhecimento é, pelo menos, umas 50 vezes maior internacionalmente do que no Brasil. Porque aqui no Brasil sou punido por fazer um tratamento como esse, complexo e de alto custo. Diria que sou severamente punido por fazer isso de forma amplamente honesta. A direção política do país é contrária a isso.

JLPolítica - De que forma vem essa punição?
HP - Vem através da proibição de o HCB ter credenciamento, como estou agora a Amazônia. O Estado me pune, porque vou na contramão da diretriz do interesse político.

JLPolítica - O HCB é uma entidade sem fins lucrativos?
HP - Sim,100%. E atende apenas SUS.

Prestigie

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Esta matária recebeu 5 comentário(s)


Cidadão Lagartense
19/06/2017- 07h43
A população precisa se conscientizar que é necessário contribuir financeiramente com instituições sérias como essa.Vou contribuir!


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jocimar
19/06/2017- 08h24
parabéns senhor Henrique Prata que Deus abençoe e lide muitos anos de vida com muita saúde o Brasil precisa de homens igual ao senhor que tem Deus no coração e pensar e faz bem a população carente


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Elimaf - Fortaleza
19/06/2017- 12h24
A população tava precisando era de mais 3 igual a esse homem com visão voltada para as realidades de nossa nação. Na reportagem ele falou toda verdade em relação as políticas para tratamento dessa doença. Espero que tenham vergonha na cara esse políticos de Sergipe e resolvam as problemáticas do estado e deixe de inventar historia miada .... senão os de fora vão ensinar como se faz o dever de casa... já que são décadas sem atenção de verdade nesse estado na questão de saúde. Ao senador Amorin meus parabéns e espero que seja o Governador desse estado sendo a ultima esperança dos sergipanos sem desaponta-los... fiquem com DEUS.


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Jonatan
19/06/2017- 13h24
Mais do que isso. "Aqui no Brasil sou punido por fazer um tratamento como esse, complexo e de alto custo. Diria que sou severamente punido por fazer isso de forma amplamente honesta. A direção política do país é contrária a isso", avisa. Sabe pq isso Sr Henrique??? Pq a classe política prende o pobre a uma receita médica, a exame, a uma consulta. Se o índice de câncer entre outras doenças cair como os políticos terão votos ???? O Sr Henrique além do reconhecimento humano terá o reconhecimento divino. Parabéns!!!!


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Jnascimento
19/06/2017- 14h25
Parabéns, Sr Henrique Prata! Estou emocionada com essa atitude, com esse projeto, com essa ideia de trazer a Lagarto os serviços do HCB. Muito bonita, muito justa e humana sua atitude, tenho certeza que o hospital vai ter vários colaboradores. Obrigada por escolher a minha Lagarto/Se.


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