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20/04/2017 01h41 - Atualizado em 19/04/2017 23h43
Baleia Azul: "Não cedam a ameaças", diz secretário de Segurança sobre o jogo.
Wagner Mesquita anunciou uma força-tarefa para identificar responsáveis pelos desafios. Curitiba registrou cinco tentativas de suicídio de adolescentes na madrugada de terça-feira (18), de acordo com a prefeitura.

Por Aline Pavaneli, Bibiana Dionísio e Erick Gimenes, G1 PR, Curitiba
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O secretário de Segurança do Paraná, Wagner Mesquita, fez um apelo para que os jovens "não cedam a ameaças" do jogo Baleia Azul durante entrevista coletiva em que anunicou a criação de uma força-tarefa para identificar os responsáveis pelos desafios, nesta quarta-feira (19). O jogo propõe 50 Desafios a adolescentes e sugere o suicídio como última etapa.

"Deixamos bem claro que podem existir ameaças aos jovens que entram no jogo, mas que não existe esse risco. Quem está por trás disso são jovens e adolescentes, por meio da internet. Então, não cedam a ameaças", disse Mesquita.

Curitiba registrou cinco tentativas de suicídio de adolescentes na madrugada de terça-feira (18), de acordo com a prefeitura. Também foram registrados três casos de ferimentos, conforme a Secretaria de Saúde do município.

Mesquita confirmou que, em dois dos casos, foi comprovada a relação com o jogo. Em outros quatro existem fortes suspeitas de ligação com o Baleia Azul. Ainda segundo o secretário de Segurança, outros três casos estão em investigação. Uma das ocorrências foi registrada em Pato Branco, no sudoeste do estado, e as outras em Curitiba.

"A juventude passa por um problema geral de autoflagelação. Isso tem que ser evitado no seio da família e nas escolas, onde foi identificada a maioria dos casos", afirmou o secretário de Segurança Wagner Mesquita.

O objetivo da força-tarefa, segundo Mesquita, é identificar as pessoas que estão recrutando os jovens para o jogo e responsabilizá-las. Maiores de idade envolvidos com o jogo podem responder por incitação ao suicídio e menores terão a punição definida pela Justiça, explicou o secretário.

O secretário também fez um apelo aos pais e responsáveis. "Os pais, verificando sinais de lesões nos filhos, eles devem procurar uma unidade da Polícia Civil disponível no seu município", orientou.

Vão integrar a força-tarefa o Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o Núcleo de Proteção à Criança e Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) e o Instituto de Criminalística do Paraná.

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Cuidado com boatos

O secretário de Segurança Wagner Mesquita pediu um cuidado especial aos boatos que circulam por redes sociais e por mensagens enviadas por celular. Para o secretário, é importante ter certeza da veracidade de informações recebidas e compartilhadas.

"As ferramentas de comunicação são instantâneas e não temos como controlá-las. Então é difícil combater os boatos. Portanto, o recado aos pais e responsáveis é: não busquem fontes de orientação em mensagens eletrônicas. Busquem informações confiáveis, principalmente com autoridades", disse.

O G1 ouviu especialistas que dão dicas de como lidar com o tema; veja.

1. Fique atento à mudança de comportamento

Uma mudança brusca de comportamento pode ser sinal de que a criança ou o adolescente esteja sofrendo com algo que não saiba lidar, segundo Elizabeth dos Reis Sanada, doutora em psicologia escolar e docente no Instituto Singularidades.

"Isolamento, mudança no apetite, o fato de o adolescente passar muito tempo fechado no quarto ou usar roupas para se esquivar de mostrar o corpo são pistas de que sofre algo que não consegue falar", diz.

2. Compartilhe projetos de vida

Para entender se a criança ou adolescente está com problemas é fundamental que os pais se interessem por sua rotina. Elizabeth reforça que este deve ser um desejo genuíno, e não momentâneo por conta da repercussão do "Jogo da Baleia".

"Os pais devem conhecer a rotina dos filhos, entender o que fazem, conhecer os amigos", afirma a Elizabeth. Ela lembra que muitos adolescentes "falam" abertamente sobre a falta de motivação de viver nas redes sociais. Aos pais cabe incentivar que os filhos tenham projetos para o futuro, tracem metas como uma viagem, por exemplo, e até algo mais simples, como definir a programação do fim de semana.

3. Abra espaço para diálogo

Filhos devem se sentir acolhidos no âmbito familiar, por isso, Elizabeth reforça que é necessário que os pais revertam suas expectativas em relação a eles. "É preciso que o adolescente se sinta à vontade para falar de suas frustações e se sinta apoiado. Se ele tiver um espaço para dividir suas angústias e for escutado, tem um fator de proteção", afirma Elizabeth.

Angela Bley, psicóloga coordenadora do instituto de psicologia do Hospital Pequeno Príncipe, diz que o adolescente com autoestima baixa, sem vínculo familiar fortalecido é mais vulnerável a cair neste tipo de armadilha. "O que tem diálogo em casa, não é criticado o tempo todo, tem autoestima melhor, tem risco menor. Deixe que ele fale sobre o jogo, o que sente, é um momento de diálogo entre a família."

Angela reforça que muitas vezes o adolescente não tem capacidade de discernir sobre todo o conteúdo ao qual é exposto. "Por isso é importante o diálogo franco. Não pode fingir que esse tipo de coisa não existe porque ele sabe que existe."

4. Adolescentes devem buscar aliados

O adolescente precisa buscar as pessoas em que confia para compartilhar seus anseios, seja no ambiente escolar ou familiar, segundo as especialistas. "Que ele não ceda às ameaças de quem já está em contato com o jogo e entenda que quem está a frente deles são manipuladores", diz Elizabeth.

5. Escolas podem criar iniciativas pela vida

Assim como a família, as escolas podem ajudar a identificar situações de risco entre os alunos. "Não é qualquer criança que vai responder ao chamado de um jogo como esse, são os que têm situações de vulnerabilidade. A escola ajuda a construir laços e tem papel fundamental de perceber como os alunos se desenvolvem", afirma Elizabeth.

Alguns colégios, já cientes da viralização do jogo, começaram a pensar em alternativas para aumentar a conscientização sobre a importância de cuidade da vida. No Colégio Fecap, que fica na Região Central de São Paulo, essa ideia virou projeto escolar: a turma de alunos do ensino médio técnico de programação de jogos digitais começou a criar uma espécie de "contra-jogo" da Baleia Azul.

"O jogo ainda está sendo produzido pelos alunos. Eles estão se reunindo e debatendo a questão. Serão 15 desafios de como desfrutar melhor da vida e celebrá-la", conta o professor Marcelo Krokoscz, diretor do colégio.

Durante o curso, os estudantes aprender a aplicar linguagens de programação para criar jogos para computadores, videogame, internet e celulares, trabalhando desde a formação de personagens, roteiros e cenários até a programação do jogo em si. Segundo Krokoscz, a ideia é que o jogo, ainda sem prazo de lançamento, esteja disponível on-line para o público em geral.

Ele afirma que o objetivo é a ajudar os jovens a verem o lado bom da vida. "Impacta mais fortemente nossos alunos a partir do momento que eles mesmos criam um jogo a favor da vida."
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